08
Dez 14

«Rabo-de-palha/rabo de palha»

Consagrada ou não

 

      «Se de preguiça ninguém o pode acusar, nem de lhe terem conseguido encontrar rabos de palha, muitas das vezes que o desempenho de Carlos Alexandre vem à baila entra na berlinda a questão da separação de poderes. “E ele também investiga, embora não o deva fazer”, acusa a mesma magistrada» («O que move Carlos Alexandre?», Ana Henriques, «2»/Público, 7.12.2014, p. 15).

   «Rabo de palha», Ana Henriques? Será assim quando o Público passar a seguir as regras do Acordo Ortográfico de 1990. Ou nem isso, se se puder enquadrar nas «exceções já consagradas pelo uso».

 

[Texto 5340]

Helder Guégués às 23:17 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Foi revisto?

Não passava

 

      «A cantora Luísa Sobral queria fazer um disco que não tratasse as crianças de uma forma “infantilóide”. Diz: “Quando vi as ilustrações da Catarina [Sobral, sem grau de parentesco], achei que ela tinha exactamente a linguagem que eu queria”» («A infância não é só feliz, também pode ser triste», Gonçalo Frota, «2»/Público, 7.12.2014, p. 27).

      O que queria dizer era «sem relação de parentesco», pois claro, mas saiu o que saiu, algo aproximado.

 

[Texto 5339]

Helder Guégués às 22:46 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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«Info-excluído/infoexcluído»

Não para nós

 

      «As boas notas que foi tendo nas avaliações de que foi sendo alvo durante a sua carreira só têm sido ensombradas por um detalhe: ainda prefere escrever à mão. Conta um amigo que o juiz vira a ironia contra si próprio observando que um dia destes ainda têm de lhe antecipar a reforma por ser infoexcluído» («O que move Carlos Alexandre?», Ana Henriques, «2»/Público, 7.12.2014, p. 17).

      «Infoexcluído», Ana Henriques? Será assim quando o Público passar a seguir as regras do Acordo Ortográfico de 1990.

 

[Texto 5338]

Helder Guégués às 22:44 | comentar | favorito
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Um país por traduzir

Mercedes-Benz (3).jpg

Em Cambridge? Não: em Cascais.

 

Helder Guégués às 22:02 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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«Tree huggers»

Mais inglês

 

      «Em inglês, a expressão coloquial para os ambientalistas missionários é tree huggers: abraçadores de árvores. Em Território [de Joana Providência, na Culturgest], o abraço à árvore concretiza-se na forma subtil e atenciosa como o espectáculo dá corpo ao desafio de assumir uma relação com a obra de Carneiro colocando, como ele diz, a natureza prodigiosa “no lugar da arte”» («Naturalmente pródiga», Paula Varanda, Público, 8.12.2014, p. 29).

 

[Texto 5337]

Helder Guégués às 11:45 | comentar | favorito
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08
Dez 14

«Dia a dia/dia-a-dia»

Nunca acertam

 

    «Num improviso cheio de emoção, [Mário] Soares lembrou a ajuda do neurocientista António Damásio, que, “com a sua mulher”, acompanhou “dia-a-dia” a evolução da encefalite que, há dois anos, deixou o ex-Presidente entre a vida e a morte. Damásio, na mesa ao lado, ouviu o agradecimento» («Em dia de festa, a curiosidade de Soares mudou as ideias de um mascarado», Paulo Pena, Público, 8.12.2014, p. 6).

    Quando é locução adverbial, pespegam-lhe com hífenes; quando é substantivo, tiram-lhos.

 

[Texto 5336]

Helder Guégués às 11:25 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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