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Dez 14

Léxico: «abigeato»

E para não cair no esquecimento

 

      «Violentos conflitos que envolvem povos pastoris alargaram-se às províncias do Nordeste do país. Os conflitos têm que ver com represálias, disputa de terras e água, roubo de gado e lutas políticas.» Isto era a notícia, mas eu acrescentei «abigeato», porque apenas informar e entreter não chega.

 

[Texto 5384]

Helder Guégués às 15:56 | comentar | favorito
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Piso para açorda.

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 Como sabem, pus a palavra no dicionário.

Helder Guégués às 15:42 | comentar | favorito
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Léxico: «amoque»

Pormenores importantes

 

      «Quando, finalmente, a polícia lá chega, dispara tiros à esquerda e à direita. Deu-lhe o amoque, é o que se diz então — uma palavra estrangeira que vem do malaio» (Os Homens do Terror, Hans Magnus Enzensberger. Tradução de Miguel Cardoso. Lisboa: Sextante, 2008, p. 16).

      Não podemos é esperar ter alguma vez nas mãos Amoque (O Doido da Malásia), de Stefan Zweig. Mas quanto ao «amoque» de Hans Magnus Enzensberger: há aqui uma pequena inconsistência. Na tradução, não se pode traduzir a palavra e depois afirmar que é «uma palavra estrangeira que vem do malaio», simplesmente porque não é. Assim, tinha de ficar tal como está no original, Amok. «Wenn die Polizei endlich da ist, schießt er um sich. Amok heißt es dann – ein Fremdwort aus dem Malaiischen.»

 

[Texto 5383]

Helder Guégués às 15:24 | comentar | favorito
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Dez 14

Léxico: «tronie»

Mais neerlandês

 

      «Segundo Emilie Gordenker, directora da Real Galeria de Pinturas de Mauritshuis, trata-se mesmo de um “tronie”, palavra usada pelo neerlandês do século XVII para “cara”, definindo muitas vezes “estudos de figuras com cabeça e ombros, vestidos de forma exótica”, explicou ao jornal inglês The Daily Telegraph, referindo-se ao “turbante” amarelo e azul que usa. Isto não significa, no entanto, que Vermeer não tenha recorrido a um modelo, quer apenas dizer que “o resultado é mais genérico, intemporal e misterioso”, como se estivéssemos perante “uma sibila ou uma personagem bíblica”» («E agora, temos de lhe chamar Rapariga com Brinco de Prata?», Lucinda Canelas, Público, 18.12.2014, p. 28).

 

[Texto 5382]

Helder Guégués às 15:20 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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