06
Jan 15

Novos postos

Furriéis, comodoros e cabos-mores

 

      «Entre as medidas [alterações ao Estatuto dos Militares das Forças Armadas] antecipadas pelas associações está a introdução de três novos postos. E é na classe de sargentos que o regresso do posto de furriel para os militares do quadro permanente está a gerar críticas. A decisão faz recuar as Forças Armadas “30 anos na história”, explica o sargento Lima Coelho, presidente da Associação Nacional de Sargentos. Actualmente, o posto de furriel existe apenas no regime de contrato e voluntariado. […] Além do posto de furriel, deverão ser criados os postos de comodoro (para os oficiais, o primeiro posto de oficial-general) e de cabo-mor (tornando-se no mais alto posto para os praças)» («Regresso do furriel revolta sargentos», Nuno Sá Lourenço, Público, 6.01.2015, p. 8).

 

[Texto 5424]

Helder Guégués às 22:24 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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Eram diminutivos

Carminho em grande

 

      «Quem entrou numa maternidade portuguesa durante o ano passado e perguntou pelo bebé João teve 1809 oportunidades de ver o pedido acedido. Mesmo assim, o valor é modesto ao lado das 4809 Marias que nasceram em 2014. Estes foram, tal como já tinha acontecido em 2013, os nomes mais escolhidos pelos pais, segundo os dados avançados ao PÚBLICO pelo Instituto dos Registos e Notariado (IRN). […] O ano de 2014 foi também um ano em que as Carminhos se afirmaram definitivamente em relação às Carmos. O tradicional nome português só foi escolhido 18 vezes, contra as 107 da versão que era conhecida como diminutivo e que agora pode ser registada. O mesmo acontece com as três Rosários, mas que neste caso apenas encontram seis Rosarinhos» («Maria e João foram os nomes mais usados pelos pais em 2014», Romana Borja-Santos, Público, 6.01.2015, p. 12).

 

[Texto 5423]

Helder Guégués às 22:15 | comentar | favorito
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Léxico: «abelha-rainha»

Falemos de abelhas

 

      Sinónimo de «abelha-mestra»? «Abelha-rainha». Mas esta não adeja no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Nem (agora que o desenterrei posso afirmá-lo) no Dicionário Houaiss. O que pode acarretar uma consequência assaz desagradável: o falante não formar bem o plural, que é «abelhas-rainhas» (substantivo + substantivo, como couve-flor/couves-flores).

 

[Texto 5422]

Helder Guégués às 21:53 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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06
Jan 15

Léxico: «bemba»

Agora bemba

 

      Para o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, bemba é: 1. Uma ave angolana; 2. O mesmo que tulha ou celeiro, na Guiné-Bissau. Ora, num texto que estou a rever, o autor diz-nos, copiando mais ou menos textualmente o que se pode ler na Wikipédia, que bemba ou chibemba é uma «língua bantu» (e no plural, «línguas bantu», é de cair para o lado). É por isso que gostava de ver naquele dicionário a definição de que é uma língua banta, para ficarmos com acepções apenas relativas a África. Agora que exumei o Dicionário Houaiss (era uma das minhas mais firmes resoluções para 2014, cumprida nos últimos dias do ano), posso dizer que é acepção que consta neste dicionário.

 

[Texto 5421]

Helder Guégués às 15:05 | comentar | favorito
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05
Jan 15

«Lobisón»/«lobisomem»

Homem-lobo ibérico

 

      «Mas e o mito do lobizón? A ligação é o sétimo filho. De acordo com a mitologia da cultura guarani, o sétimo filho do espírito maléfico Tau e da mortal Kerana era Luison — uma criatura que se assemelhava a uma mistura de um homem com um cão e dizia-se ser o senhor da morte. É daí que vem a palavra lobizón» («Afilhado judeu de Kirchner nada tem a ver com o mito do lobizón», Diário de Notícias, 5.01.2015, p. 31).

      Será? Talvez. Mas no dicionário da Real Academia Espanhola, pode ver-se lobisón (que aparece com o étimo português «lobishome» — grafia que é antes galega).

 

[Texto 5420]

Helder Guégués às 23:30 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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05
Jan 15

Plural de marcas

Este sabe

 

      «Os Chevys do início dos anos 50 parecem ser os mais comuns, apesar de existirem Fords, Buicks, DeSotos, Plymouths e Oldsmobiles. Ocasionalmente, um Cadillac gigantesco do final dos anos 40 ou início dos anos 50 pode ser visto a circular pelas ruas de Havana» («No mar de carros clássicos em Cuba, os valiosos são difíceis de encontrar», Daniel Trotta, Diário de Notícias, 5.01.2015, p. 30).

 

[Texto 5419] 

Helder Guégués às 23:15 | comentar | favorito
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04
Jan 15
04
Jan 15

Elemento «recém», de novo

Nem pensar

 

      «Afinal não era Juan Carlos I quem esteve a almoçar em Ribadeo.” Assim é o título da crónica de 15 de Agosto publicada na Voz de Galicia sobre a anunciada visita de um membro da Casa Real Espanhola à pequena vila da província de Lugo, no Norte da Galiza. A localidade de dez mil habitantes mobilizou-se com a notícia de que Juan Carlos ou, o recém-monarca, Felipe VI, poderia rumar a um restaurante perto da ria de Ribadeo, onde estava marcado um importante almoço» («Nicolás. A farsa que os espanhóis amam e odeiam», João Ruela Ribeiro, «2»/Público, 4.01.2015, p. 10).

      Como é que um jornalista escreve desta maneira? O termo «recém» vem sempre seguido de hífen mais adjectivo. Na variante brasileira, mais solta, vê-se também, sem hífen, junto de verbos no pretérito, como «ela recém chegou».

 

[Texto 5418]

Helder Guégués às 14:55 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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