27
Mar 15

Ponto de ironia

Podia dar jeito, sim

 

     Sabiam que em grego clássico não existia o sinal de exclamação? E, no entanto, foi por influência da língua grega que se foram introduzindo, a pouco a pouco, os sinais de pontuação nas línguas europeias. E do ponto de ironia, já tinham ouvido falar? Foi inventado por Alcanter de Brahm, no século XIX, e ficava no fim da frase, assim: Cavaco Silva é muito loquaz؟ Para quem não percebe à primeira...

 

[Texto 5691]

Helder Guégués às 19:08 | comentar | ver comentários (4) | favorito

«Porque», advérbio interrogativo

Pergunta bem

 

    «No meio disto, desta pobreza e desta inconsciência, porque não a extravagância de Henrique Neto?» («Henrique Neto», Vasco Pulido Valente, Público, 27.03.2015, p. 52). E pergunta muito bem, assim todos os que escrevem o fizessem da mesma maneira. (E os Brasileiros que continuem a fazer como sempre fizeram.)

 

[Texto 5690]

Helder Guégués às 10:20 | comentar | ver comentários (1) | favorito

«Patos com o Diabo»: ainda o AOLP

O pesadelo continua

 

      Nuno Fradique Vieira evoca hoje a sua professora de Português, e termina o seu artigo no Público assim: «Em prol da memória da Dra. Maria Alice, agradeço ao PÚBLICO por não enveredar pelo caminho do “menor esforço” que está a conduzir à destruição da Língua Portuguesa e ao aumento da iliteracia — criando situações deploráveis onde escritores consagrados por um Nobel celebram “patos” com o Diabo e sinais de trânsito proíbem a passagem “exeto” para (ironia das ironias) acesso à Faculdade de Letras e à Faculdade de Ciências. Escusando-se a adoptar o “Acordo Ortográfico”
 de 1990, que não é “Acordo” (porque um acordo pressupõe a concordância de todas as partes) e não é “Ortográfico” (porque a palavra grega “orthós”, como a Dra. Maria Alice nos ensinou, significa “direito” — 
e este pseudo-acordo é uma ode à tortuosidade, à incoerência e à pequenez de espírito), o PÚBLICO está a preservar o legado de todos os professores e professoras que foram como a minha hoje querida Dra. Maria Alice. Bem hajam!

      Nota: Junte-se a nós no Facebook; adira a “Cidadãos contra o ‘Acordo Ortográfico’ de 1990”» («Aprendi com quem sabia», Nuno Vieira Fradique, Público, 27.03.2015, p. 49).

      Tirando o exagero — e, de certa maneira, disparate — de afirmar que o Acordo Ortográfico aumenta a «iliteracia», tudo o mais é verdade e deplorável.

 

[Texto 5689]

Helder Guégués às 09:57 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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27
Mar 15

Léxico: «cavalheiramente»

Uma oratória com um século de atraso

 

      «Só que, posto de parte cavalheiramente este fantasma da Marinha Grande, ficam algumas perguntas, que merecem resposta. Será, por exemplo, que, a benefício de uma amnésia incurável e total, Costa já esqueceu o que foram os bons tempos de António Guterres: a indecisão diária, a desordem no Governo, a ausência de autoridade, o populismo intermitente de um primeiro-ministro católico?» («Henrique Neto», Vasco Pulido Valente, Público, 27.03.2015, p. 52).

     Cavalheiramente. É advérbio que eu não via desde as Novelas do Minho. A propósito de coisas antigas, pergunta Vasco Pulido Valente quem preferirá António Costa: «Ou
 a invenção de Soares, que dá pelo nome de António Nóvoa, e que não se recomenda por mais do que uma oratória com um século de atraso e uma vacuidade absoluta?»

 

[Texto 5688]

Helder Guégués às 09:28 | comentar | favorito
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