09
Mai 15

Ortografia: «país-membro»

Ou os dois ou nenhum

 

      «A Interpol, que divulgou o alerta nos 190 países-membros a pedido do Departamento Central de Luta contra os Atentados ao Ambiente e à Saúde Pública (OCLAESP) do Ministério do Interior francês, avisou justamente que os riscos ligados à utilização deste produto são agravados pelas condições ilegais de produção» («Investigada morte de estudante que terá tomado produto para emagrecer», Alexandra Campos, Público, 7.05.2015, p. 16).

      Se se escreve Estado-membro, parece-me que, por analogia, também se deve escrever país-membro.

 

[Texto 5835]

Helder Guégués às 21:25 | comentar | favorito
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Porquê «PowerPoint»?

Para quê?

 

      «Da linguística às ciências cognitivas, da física ao darwinismo, das lutas sociais às desigualdades crescentes na sociedade actual, Chomsky abordou uma série de temas, numa espécie de síntese — talvez não totalmente clara para uma parte do seu auditório — da evolução do seu próprio pensamento. E apesar de não ter apresentado nenhum PowerPoint e ter lido o seu texto — numa voz algo monótona e com aparente cansaço — do início ao fim, foi brindado com um aplauso entusiasta quando concluiu a sua intervenção» («Chomsky, linguista, filósofo, activista político, fez casa cheia em Lisboa», Ana Gerschenfeld, Público, 9.05.2015, p. 20).

      Na acepção de «tratar (um assunto)», abordar é galicismo facilmente substituível, mas já ninguém vai querendo saber. E será PowerPoint ou powerpoint? Justificam-se as maiúsculas?

 

[Texto 5834] 

Helder Guégués às 16:50 | comentar | favorito
09
Mai 15

Léxico: «cavalo-de-batalha»

Não se vê muito

 

      «Ainda não é exactamente claro que reformas irá o Governo britânico propor aos parceiros europeus, mas supõe-se que a livre circulação de pessoas no espaço europeu será um dos temas. As sondagens antes das eleições revelaram que a imigração é uma das principais preocupações dos britânicos, e os eurocépticos do UKIP fizeram dela cavalo-de-batalha» («UE está disposta a ouvir Londres mas já traçou as suas linhas vermelhas», Miguel Castro Mendes, Público, 9.05.2015, p. 4).

 

[Texto 5833]

Helder Guégués às 14:28 | comentar | favorito
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