16
Mai 15

«Cabeça de xara»

Nem sequer de origem obscura

 

      O etimologista queria mesmo comer uma daquelas sandes de cabeça de xara de aspecto delicioso que o amigo devorava, mas como a acepção não está registada nos dicionários, limitou-se a olhar.

 

[Texto 5852]

Helder Guégués às 23:56 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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«Motivo fútil»

Termos policiais...

 

     «O móbil do crime [em Salvaterra de Magos] está para já classificado formalmente como resultante de “motivo fútil”, termos policiais normalmente usados quando as razões dos homicidas são vistas pelas autoridades como insignificantes. O menor morreu, afinal, vítima da cobiça. É esta a linha de investigação mais forte, adiantou fonte policial» («Jovem que confessou homicídio de menor invejava-lhe a roupa e os ténis», Pedro Sales Dias, Público, 16.05.2015, p. 10).

    Termos policiais normalmente usados... quando o polícia estudou Direito, caro Pedro Sales Dias. É o Código Penal que fala em motivo torpe ou fútil. Sabe lá o polícia médio (isto é, 99,5 %) o que isso é.

 

[Texto 5851]

Helder Guégués às 22:36 | comentar | favorito
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16
Mai 15

Ortografia: «cruz-de-lis»

Lis, de lírio

 

      «Em Coimbra, o “bispo conde cónego professor doutor” Dom Manuel Trindade Salgueiro, nesse ano investido na honra de Arcebispo de Mitilene, lembraria aos legionários que todas as tradições de Portugal se desenvolveram sob o signo da cruz. E a Cruz de Liz era o seu símbolo heráldico» (Traição a Salazar, José António Barreiros. Alfragide: Leya, 2012, p. 85).

      Será mesmo assim? As maiúsculas decerto que não. Não será antes cruz-de-lis, porque se diz flor-de-lis, símbolo da Legião Portuguesa?

 

[Texto 5850]

Helder Guégués às 15:13 | comentar | favorito
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