28
Mai 15

Léxico: «olhete»

Pequeno buraco ou cavidade

 

      «À medida que vai dando relevo às caravelas, Paula explica a utilidade dos diferentes cinzéis. “Temos uns mais curvos e outros mais direitos, que servem para modelar e contornar os desenhos e outros que dão a textura. Por exemplo, estes são olhetes, apropriados para fazer bolinhas”, aponta» («Um mês para fazer a taça», Carlos Torres, Sábado, 28.05.2015, p. 89).

 

[Texto 5916]

Helder Guégués às 22:38 | comentar | favorito
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«Arroz arbório»

Já percebemos porquê

 

      «O pior mesmo é quando a marca [Cigala] diz que este arroz também dá para fazer risoto. Não dá, a não ser que tenha cometido qualquer erro crucial, e não estou a ver qual. As coisas começaram a parecer mal logo no início, quando pus o arroz no tacho depois de o azeite pôr a cebola translúcida: os bagos começaram a encolher e a ficar queimados, o que não acontece com o arbóreo que se usa regularmente em Portugal» («Aqueça-o quando quiser», Marco Alves, «GPS»/Sábado, 28.05.2015, p. 5).

    Para mim, houve mesmo erro. Ainda me assustei com a hipótese de haver agora arroz nas árvores, mas depois lembrei-me do que lera nas Voluptuosas Receitas de Miss Dahl. É arroz arborio (ou, aportuguesando um pouco, arbório), que é uma variedade cultivada na cidade italiana de Arborio, na planície do Pó.

 

[Texto 5915]

Helder Guégués às 21:50 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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«Perder o norte» de novo

Perder tempo

 

      «Perder o Norte, ficar toda a noite acordado, festas. Muitos excessos. Mas, se nos soubermos retirar com classe, tudo são bons ensinamentos», disse o chefe Rui Paula em entrevista a Carolina Pelicano Falcão («“Andei a vender livros nos Campos Elísios”», Sábado, 28.05.2015, p. 72).

      Com pontos cardeais é que eles não se entendem. É perder o norte — desorientar-se, desnortear-se — que se escreve. Promete não se esquecer, Carolina Pelicano Falcão?

 

[Texto 5914]

Helder Guégués às 16:55 | comentar | favorito
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28
Mai 15

Nomenclatura científica

Mais uma vez

 

    «Existe a ideia de que o caracol da mesma espécie (‘theba pisana’) é igual no Alentejo ou na China, mas isso não é verdade» («O melhor caracol alimenta-se nas laranjeiras», Edgardo Pacheco, «Sexta TV & Lazer»/Correio da Manhã, 15.05.2015, p. 39).

    Posso dizer isto todos os dias, e todos os dias há quem erre. Na nomenclatura científica, o primeiro nome da designação binominal grafa-se com inicial maiúscula: Theba pisana.

 

[Texto 5913]

Helder Guégués às 10:58 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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