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Linguagista

«Vácuo legal/vazio legal»

Voto pelo mais conhecido

 

      «Mas, afinal, quem tem a competência de retirar ou não um mandato de um eurodeputado do PE? Paulo de Almeida Sande — jurista, professor de Ciência Política da Universidade Católica e antigo director do gabinete do Parlamento Europeu em Portugal — admite que há “uma lacuna, um vácuo” legal e explica que a legislação europeia não prevê a perda de mandato em caso de mudança de partido e que a legislação nacional também não o prevê para eurodeputados do PE» («Ninguém é competente para retirar mandato 
a Marinho e Pinto», Maria João Lopes, Público, 16.07.2015, p. 13).

      Sim, por vezes — muito poucas em Portugal, bastantes mais no Brasil — lê-se «vácuo legal» em vez do mais vulgar «vazio legal». Se eu faria a emenda? Creio que não, apenas sugestão. Mas fi-la, certa vez, à expressão «travões e contrapesos». O autor não quis. «Já não se admitem sinónimos? Todos têm de usar as mesmas palavras?» O desejo da excentricidade persegue com mais insistência alguns de nós.

 

[Texto 6056]

«Lajeado de pedregulho»

Mais uma pequena deturpação

 

      António Pereira de Figueiredo, na tradução da Bíblia, escreve que o pavimento do Templo era «lajeado de pedra». A meu ver, dizer-se que o pátio do Ramalhete era «lajeado de pedregulho», como Eça escreveu, também não está errado. E, no entanto, Os Maias que nos vendem têm um s espúrio, «lajeado de pedregulhos». Não percebo.

 

[Texto 6055]