Léxico: «duas-peças»

É uma solução

 

      «A voz de Luciana sussurra “Marcos, está acordado?”, ela inclina-se para beijá-lo, reclama a sua atenção para a toilette nova chegada de Lisboa: é um duas-peças de sablé azul-cinza, mais cinza do que azul, a saia muito ousada descobre totalmente os tornozelos revestidos de finíssima seda cinzenta, no mesmo tom dos sapatos e do chapéu, só um magnífico colar de granadas quebra a sábia harmonia do conjunto» (O Último Cais, Helena Marques. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 3.ª ed., 1994, p. 178).

     Tanto quanto me lembro, nunca antes tinha visto. Em vez do galicismo tailleur, duas-peças, porque aquele traje é composto de duas peças, saia e casaco. Não sei se Mário Zambujal não o aportuguesou já em «taiêr»... Não? Aqui fica a sugestão.

 

[Texto 6182]

Helder Guégués às 07:00 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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