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Out 15

Ortografia: «jacinto-d’água»

No fundo, sem escolha

 

      «Oriundo da bacia do Amazonas, o jacinto-de-água [Eichhornia crassipes] chegou à Europa nos anos 30 do século XX, onde foi usado para embelezar lagos de jardins» («Jacintos ameaçam espécies do rio Cávado», «Domingo»/Correio da Manhã, 4 a 10.10.2015, p. 10).

      Ou seja, é mais brasileiro do que português — e por isso também prefiro a grafia usada no Brasil: jacinto-d’água. Ou o apóstrofo ainda morre. Aliás, se está registado no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras, não o encontramos nos nossos dicionários.

 

[Texto 6312]

Helder Guégués às 10:32 | comentar | favorito
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Out 15

Ortografia: «coaxar»

Já no Lácio coaxavam

 

      «É dos animais [Pseudacris regilla] conhecidos da ciência que melhor sabem contar. Prova disso é que, para identificarem os machos da sua espécie, as fêmeas contam os impulsos do coachar» («Como é que este sapo reconhece os da sua espécie?», «Domingo»/Correio da Manhã, 4 a 10.10.2015, p. 11).

      Não precisam saber ortografia para ser felizes, é o que é. Para estes, tinha de se escrever uma obra com os 500 000 erros mais comuns. Ou um dicionário, como é agora moda. Pobres leitores...

 

[Texto 6311]

Helder Guégués às 09:51 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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