27
Nov 15

Indigitar, indicar, nomear...

Afinal, tudo foi por acaso

 

      «No artigo intitulado O segredo
 de Costa e César afirma-se que
 a Constituição refere o verbo “indigitar” para designar o acto de nomeação do primeiro-ministro pelo Presidente da República. Ora o que o artigo 187, n.º 1 diz, é: “O primeiro-ministro é nomeado pelo Presidente da República (...)”. Ou seja, o verbo é “nomear” e não indigitar, como erradamente se afirmou no referido artigo.
 Do lapso, pedimos desculpa aos nossos leitores» («O Público errou», Público, 27.11.2015, p. 44).

      Artigo que era o editorial, no qual se lia: «Muito contrariado, Cavaco Silva acabou por “indicar” António
 Costa e não indigitar, como refere a Constituição. A troca de verbo não 
é um acaso, mas antes a deliberada exposição pública do estado de alma do Presidente na hora de anunciar a decisão sobre o nome do futuro primeiro-ministro.» Não sei como caem nestes erros tão básicos. Não foram os únicos na imprensa portuguesa. Uma alma caridosa disse-lhes, entretanto, que é na Constituição que se comprovam estas coisas, e não por aritmancia, bibliomancia ou qualquer outro método igualmente científico.

 

[Texto 6432]

Helder Guégués às 10:03 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Casa do Estado/State House

Karibu Quenia

 

      «“A experiência demonstra que a violência, o conflito e o terrorismo se alimentam do medo, da desconfiança e do desespero, que nascem da pobreza e da frustração”, afirmou o Papa no discurso na Casa do Estado, horas depois de aterrar na capital queniana» («“O terrorismo nasce
 da pobreza”, disse Francisco aos quenianos», Sofia Lorena, Público, 26.11.2015, p. 25). Já o Jornal de Angola optou — mal — pela designação em inglês: «A cerimónia oficial de boas-vindas decorreu na ‘State House’ de Nairobi, para onde Francisco se deslocou em carro fechado» («Papa Francisco chega ao Quénia», Jornal de Angola, 26.11.2015, p. 32).

 

[Texto 6431]

Helder Guégués às 09:42 | comentar | favorito
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27
Nov 15

De norte a sul

Nem em 300 anos

 

      «A polícia arromba portas do Norte ao Sul do país em busca de radicais. Aproveita as liberdades que lhes dá o estado de emergência. Mas muitos queixam-se de islamofobia e de deriva securitária» («França: depois do terror, a deriva securitária», Félix Ribeiro, Público, 27.11.2015, p. 22).

      Até demorou mais a fazer mal, mas depois desculpam-se com a falta de tempo. É de norte a sul, de leste a oeste. É assim quando os pontos cardeais designam direcções ou limites geográficos. Nada mudou com o Acordo Ortográfico de 1990.

 

[Texto 6430]

Helder Guégués às 09:01 | comentar | ver comentários (1) | favorito