02
Fev 16

«Rotura de aneurisma»

Sempre a tempo

 

      «Na altura, na Madeira, os doentes com ruptura de aneurisma cerebral eram estabilizados e ficavam a aguardar durante dias ou mesmo semanas até serem transferidos num “avião de carreira” para o continente, onde eram então tratados, segundo confirmaram os médicos ouvidos no âmbito do processo-crime interposto pela família. […] Na Madeira, a situação mudou, entretanto, e desde há anos que há equipas de neurocirurgiões vasculares e de neurorradiologistas de intervenção preparados para tratar aneurismas cerebrais rotos (quando um aneurisma, uma zona dilatada na parede de uma artéria cerebral, rompe, causa uma hemorragia que liberta sangue para o interior do compartimento que circunda o cérebro)» («Morte por ruptura de aneurisma: oito anos para julgar dois médicos», Alexandra Campos, Público, 2.02.2016, p. 8).

    Aqui, a propósito do texto sobre «roto/rompido», o leitor Gonçalo Esteves pergunta se não será antes rotura de aneurisma. Respondi que talvez, mas agora, perante este artigo cheio de «rotos» e ponderando de novo, é flagrante que o substantivo mais adequado é «rotura». Afinal, trata-se de algo físico, bem diferente, por exemplo, da ruptura de relações entre duas pessoas.

 

[Texto 6589]

Helder Guégués às 23:58 | comentar | favorito
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02
Fev 16

Colonizados e contentes

Quando acaba isto?

 

    «Comissários discutem hoje o draft do Orçamento, mas ainda há “grandes diferenças” com Lisboa. Europa pode querer fazer de Portugal um travão contra as tendências antiausteridade da Europa do Sul» (Público, 2.02.2016, p. 1).

     A minha perplexidade não tem fim perante o uso acrítico e acéfalo que se faz de termos da língua inglesa até nestes casos confrangedoramente triviais.

 

[Texto 6588]

Helder Guégués às 23:35 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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