09
Mar 16

Léxico: «rocega»

Grande Guerra

 

      «Antes de ser requisitado pela Marinha, a 19 de Abril de 1916, o Roberto Ivens (nome do famoso açoriano oficial da Marinha que se tornou explorador em África) chamava-se Lordelo e pertencia à Sociedade de Pescarias a Vapor, Lda. Naquele fatídico dia de Julho de 1917, o caça-minas fazia a rocega com o rebocador Bérrio. Quando a mina explodiu, foi o rebocador que retirou do mar os sete sobreviventes» («Destroços de caça-minas da Grande Guerra revelam que inimigo estava às portas de Lisboa», Nicolau Ferreira, Público, 9.03.2016, p. 27).

    Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, a rocega é o «cabo guarnecido de pesos, usado para recuperar objectos do fundo do mar». Para o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, é a «pequena fateixa para procurar objectos no fundo do mar ou de poços».

 

[Texto 6674]

Helder Guégués às 15:24 | comentar | favorito
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09
Mar 16

Léxico: «bomba de barril»

Assim está melhor

 

      Já tínhamos visto aqui as barrel bombs, ora em inglês, ora traduzido por «barris-bomba». Hoje, a tradução é outra: «Depois, em novembro de 2014, a Força Aérea Síria recomeçou, largando bombas de barril – “IED voadores” –, que têm provado ser uma das munições mais mortíferas usadas pelo regime na guerra – que mataram sessenta e dois civis num único ataque aéreo» (ISIS — Por dentro do Estado do Terror, Michael Weiss e Hassan Hassan. Tradução de Rui Jorge Mourinha. Alfragide: Texto Editores, 2015, p. 258). «Dos céus, e até ao início da noite, sabe-se que caíram cinco bombas de barril (barris cheios de explosivos, munições e estilhaços que se espalham, matando indiscriminadamente) numa vila da província de Idlib, no Noroeste» («“Um dia e uma noite excepcionais”», Sofia Lorena, Público, 28.02.2016, p. 24).

 

[Texto 6673]

Helder Guégués às 11:09 | comentar | favorito
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