15
Mar 16

Analfabetos&iletrados

Palpites e palpitações (e bácoros)

 

      «Price, que é professor universitário e co-director do arquivo de Walt Whitman, conhece bem a letra do poeta e diz ter “muito poucas dúvidas sobre a autenticidade da carta”. Acrescenta ainda que é natural que o autor tenha ajudado o soldado, muito provavelmente analfabeto ou, pelo menos, iletrado, a organizar o discurso. “Palpito que Whitman tenha tentado canalizar o sentido e o espírito do que Jabo queria transmitir”, acrescenta, defendendo que o poeta não quis de forma alguma usar uma “linguagem pomposa” porque isso não seria “fiel” à sua natureza nem à do soldado que na carta se despedia daqueles a quem mais queria» («O poeta Walt Whitman escrevia cartas em nome de soldados que iam morrer», Lucinda Canelas, Público, 14.03.2016, p. 28).

      Pronto, lá temos de ir ver nos dicionários o que se diz de «iletrado» e de «analfabeto». E aquele «palpito»? Mas não dizemos antes «palpita-me»? «I suspect he tried to grasp the gist of what Jabo wanted to convey and then expressed it clearly and straightforwardly.» Há ali linhas cruzadas: I suspect → suspeito → palpito. «Bacoreja-me que ele tentou captar a essência do que Jabo queria transmitir e, em seguida, o expressou de forma clara e sem rodeios.»

 

[Texto 6685]

Helder Guégués às 20:15 | comentar | favorito
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15
Mar 16

Como se fala na Serra Leoa

Lá longe

 

     Um compatriota nosso, acabei de ouvir no programa Portugueses no Mundo, da Antena 1, está na fresca Serra Leoa e garante guardar «certa» «afecção» a Portugal. Parece que está naquele país desde «dois mil e treuze».

 

[Texto 6684]

Helder Guégués às 07:41 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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