O estranho «peemedebista»

Em que se fala (também) da GNR

 

      «Mais de cem membros da direcção nacional do PMDB aprovaram por voz e sob aplausos uma moção defendendo a saída imediata do Governo e exigindo que os peemedebistas (como são designados os membros do partido) com cargos no Governo os entreguem, sob pena de enfrentarem sanções do partido» («Saída do PMDB do Governo põe Dilma mais perto do impeachment», Kathleen Gomes, Público, 30.03.2016, p. 48).

      Eu sei que é assim que se diz no Brasil, peemedebista, não sei é se o leitor desprevenido — qualquer leitor do Público, por exemplo — saberá ler a palavra. Sim, apesar da explicação entre parênteses. Recentemente, também me falaram da palavra ceeletista (sim, eu lembro-me de que foi V., Percival), que pode suscitar igualmente problemas de leitura. Na verdade, tanto é assim que os dicionários a registam, com a grafia celetista. O que explica a diferença de registo dicionarístico? Não sei. Certo é que ambas as letras têm dois nomes: eme e mê, ele e lê. Voltemos a este lado do Atlântico. A sigla GNR, por exemplo, também se lê de duas formas diferentes (e podia ser de quatro, mas não quero agora falar disso): gê, ene, erre/gê, nê, erre.

 

[Texto 6718]

Helder Guégués às 20:42 | comentar | favorito
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