13
Abr 16

«Opções que pode haver»

Nunca vão aprender isto

 

      «Em conferência de imprensa, Simeone ironizou sobre a equipa titular que defrontará o Barcelona. “É uma possibilidade jogar com Carrasco e Griezmann à frente, Koke atrás. Em 4-3-1-2, 4-2-3-1, 4-3-3, 4-4-2... vamos procurar todas as opções que podem haver com estes ‘números de telefone’, para ver qual dá a chamada correcta”, brincou, sem desvendar a estratégia» («Os números de telefone de Simeone e a ambição de Luis Enrique», Público, 13.04.2016, p. 40).

   Teve muito mais graça da forma como Simeone o disse, mas isso agora não interessa. Também é verdade que cada jornalista presente o citou de forma diferente, mas numa delas está «buscaremos entre todas las variantes que pueda haber en estos números de teléfono». Assim, pode supor-se razoavelmente que Simeone também redigiria o artigo com menos erros, o que é descoroçoante. Sr. jornalista, o verbo haver é impessoal quando exprime existência e vem acompanhado dos auxiliares ir, dever, poder, etc. Logo, «que pode haver/que possa haver».

 

[Texto 6744]

Helder Guégués às 10:27 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas: ,
13
Abr 16

«Os três mil milhões»

Não agradeça, mas concorde

 

   «Mark Zuckerberg quer toda a gente online. Ontem, em São Francisco, Califórnia, o fundador do Facebook revelou a intenção de ligar à Internet as três mil milhões de pessoas que em todo o mundo permanecem à margem» («Zuckerberg anuncia o fim dos call centers e um router voador maior do que um 737», Pedro Guerreiro, Público, 13.04.2016, p. 48).

      Pedro Guerreiro, não é «as três mil milhões de pessoas», mas sim «os três mil milhões de pessoas».

 

[Texto 6743]

Helder Guégués às 09:40 | comentar | ver comentários (2) | favorito
Etiquetas: ,