20
Jun 16

Ases/azes

Azes de anjos

 

      Não me perguntem nada sobre estes. Mas há ases e azes. Estes são as alas de um exército, falanges, fileiras, esquadrões, bandas. Talvez os Azes da Rua dos Anjos, em Algés, sejam um autêntico esquadrão que vem abrir portas. Eu não preciso: com uma radiografia, abro a maioria das portas, quando vizinhos ou amigos me pedem. Aprendi com um polícia.

 

[Texto 6894]

 

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Helder Guégués às 22:45 | comentar | favorito
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20
Jun 16

Trabalho e suplício

Triga-te

 

      «O fôlego de Olga manifesta-se primeiro através de uma prédica sobre a etimologia da palavra “trabalho”, clarificando a sua origem na ideia de tortura. O vocábulo latino tripalium daria origem tanto à designação de um popular instrumento de tortura romano (tripálio), quanto à noção que hoje temos da ocupação profissional de cada um» («A Olga de Tchékhov como um hamster numa roda», Gonçalo Frota, Público, 20.06.2016, p. 26).

      É bem conhecido isso, só é estranho é que o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não acolha o vocábulo tripálio. (Sim, o trabalho é um suplício — e, nos últimos tempos, a falta de trabalho também. Nietzsche dizia que toda e qualquer profissão lança um céu de chumbo sobre a cabeça de quem a pratica, forjando-lhe um visão do mundo em miniatura.) É também daquele étimo que provém o verbo trigar-se, que significa «impor-se um esforço, fazer violência sobre si mesmo»; ou, como se lê naquele dicionário e noutros (Morais, por exemplo), «apressar-se, azafamar-se».

 

[Texto 6893]

Helder Guégués às 11:47 | comentar | favorito