27
Jun 16

Regência do verbo «suceder»

O romancista ou o jornalista?

 

      José Rodrigues dos Santos, ontem, em directo de Londres: «Quando Margaret Thatcher, por exemplo, foi afastada do Partido Conservador, quem a sucedeu foi John Major, que não... sem eleições gerais» («Grã-Bretanha sob fortes réplicas após sismo do Brexit», RTP1, 26.06.2016).

      No português antigo era, de facto, assim: prevalecia a regência directa (a sucedeu), ao passo que hoje em dia domina a regência indirecta (lhe sucedeu). Se o jornalista o ignora, o romancista não devia desconhecer.

 

[Texto 6909]

Helder Guégués às 23:57 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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27
Jun 16

Como deviam ser os dicionários

Não tão depressa

 

      «É mais ou menos isso que acontece nestas formas de leucemia detectadas debaixo de água. Em 2015, Michael Metzger, do departamento de Bioquímica e Biofísica Molecular da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, nos Estados Unidos e a sua equipa anunciou na revista Cell a descoberta de cancro transmissível em bivalves, especificamente numa espécie chamada Mya arenaria (com o nome comum de clame-de-areia), no Canadá» («Descoberto cancro transmissível em amêijoas, berbigão e mexilhão», Andrea Cunha Freitas, Público, 27.06.2016, p. 22).

      Já não digo em todos os dicionários, mas certamente no Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, devia figurar, ao lado do nome comum, a designação científica das espécies. Há alguém capaz de encarregar-se dessa tarefa?

  

[Texto 6908]

Helder Guégués às 23:33 | comentar | ver comentários (1) | favorito