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Jul 16

Léxico: «prussiana»

Das Beiras

 

      «Associamo-la geralmente ao Algarve, mas Fátima Moura, que é também autora do livro Cataplana Experience, tem vindo a investigar a história deste objecto — saber a sua origem tornou-se quase uma obsessão, confessa no livro — e explica que antes da cataplana havia a prussiana. E bastante mais a norte: nas Beiras, onde era usada para cozinhar caça. […] “A prussiana é um forno, funcionava no chão, era coberto com brasas e servia para cozeduras prolongadas a baixa temperatura”, explica [Fátima Moura, investigadora e co-autora da obra Semear Sabor, Colher Memórias — As Origens da Gastronomia Portuguesa (Amadora: 20/20)]. “No Algarve, usam-na para cozeduras rápidas”» («Prussianas, cataplanas e receitas esquecidas», Alexandra Prado Coelho, Público, 13.07.2016, p. 26). Nos dicionários, nem vestígios.

 

[Texto 6952]

Helder Guégués às 23:37 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Jul 16

Um noctívago analfabeto?

Que base

 

      «Roque topa, não é tão morcego como isso: Major e companhia tinham-se escapado de comboio. Tate, confirma o chefe de brigada. Os noitivagos em vez de se terem passado para os espanhóis hermanos tinham mas era embarcado no dormente com bilhete de nunca-mais. Resta saber se o horário confere, bom irmão...» (Balada da Praia dos Cães, José Cardoso Pires. Lisboa: Círculo de Leitores, 2003, p. 39).

      «Esta edição», lê-se na ficha técnica, «tomou por base o texto da 16.ª edição (Publicações Dom Quixote, 1995), o último revisto pelo Autor.» Ia jurar que noutras edições foi «noctívago» que li. Alguém pode confirmar?

 

[Texto 6951]

Helder Guégués às 21:42 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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