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Linguagista

O til fedorento

Não é um sinal gráfico

 

      «De resto, no que ao coberto florestal diz respeito, o que tem estado a arder são infestantes ou exóticas, isto é, acácias, eucaliptos, pinheiros, canavieiras, silvas e outros matos. As chamas alcançaram o Parque Ecológico do Funchal, mas esse fora destruído em 2010. “O que ardeu foi mata de substituição. Nalguns sítios, fragmentos de urzal”, assegura ainda Miguel Sequeira. […] Em Agosto, ardeu a floresta que cobria parte da cordilheira central da Madeira e quase todo o Parque Ecológico do Funchal, que tem como objectivo erradicar plantas infestantes e substituí-las por espécies indígenas da laurissilva como o til, o vinhático, a faia, o loureiro e a urze» («São espécies infestantes que têm estado a arder», Ana Cristina Pereira, Público, 11.08.2016, p. 4).

    A mais desconhecida, aqui no continente, é o til, cujo nome científico é Ocotea foetens, porque, quando acaba de ser cortada, cheira mal. Lembrem-se de outras palavras da mesma família, como feder, fétido, fedorento, etc.

 

[Texto 7020] 

Erros incompreensíveis

Agora sem mãos

 

      Há erros incompreensíveis, e este é um deles: «A comida foi deixada intocada e a arrefecer sobre a mesa, enquanto as mãos do relógio rodavam lentamente marcando as medidas ao fio do tempo» (O Fator Churchill, Boris Johnson. Tradução de José Mendonça da Cruz. Alfragide: Publicações D. Quixote, 2015, p. 104).

  Como é que tradutor e revisora deixam passar uma coisa tão grosseiramente errada? Em inglês é que os relógios têm mãos (hand); em português, é ponteiros que têm. Até podem ter só um, como o fabuloso Circularis da MeisterSinger. Mas eu estou satisfeito com o meu Vívoactive da Garmin.

 

[Texto 7019]