05
Set 16

Léxico: «paraciclista/paraciclismo»

Não me parecem promissoras

 

      «De Alfarelos ao Centro Náutico de Montemor, o paraciclista que nasceu em Casais Velhos e construiu parte do currículo escolar em Condeixa cumpre o percurso com a agilidade de quem há muito fez do trajecto rotina. […] Não é apenas aos “400 e poucos euros” da bolsa afecta ao paraciclismo que se refere, é a toda uma estrutura de apoio que simplesmente não existe» («Telmo Pinão, um “barreirista” no paraciclismo», Nuno Sousa, Público, 1.09.2016, pp. 42-43).

 

[Texto 7059]

Helder Guégués às 15:39 | comentar | favorito
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Río Tajo

Confusões da Google

 

      Na semana passada, estava a consultar o mapa da Google e que vejo eu? O «río Tajo». Tive de mandar um comentário, é claro, mas o meu contributo ainda está em revisão. É matéria complexa e não totalmente incontroversa...

 

[Texto 7058]

 

Rio Tejo (3).png

 

 

 

Helder Guégués às 15:31 | comentar | favorito
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Léxico: «centrocampista»

Como é que se foram esquecer?

 

      «Jesus quer fazer dele um médio e pode ter sucesso na adaptação. Marcou 
de penálti e esteve nas jogadas dos dois últimos golos. Claro que ainda não é Enzo, mas a conversão deste extremo em centrocampista parece ser uma bela ideia» («Noite tranquila para um Benfica de segundas escolhas», Marco Vaza, Público, 15.01.2015, p. 38).

   Como é que num país com tantos fanáticos do futebol o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não regista o vocábulo «centrocampista»? É impressionante.

 

[Texto 7057]

Helder Guégués às 15:27 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Cestas e cabazes

E cá, como se diz?

 

      «Isto significa que mesmo com as promoções a marcar terreno — já valem 41% das vendas, quando no ano passado pesavam 36% — a cesta de compras está mais cara, diz Ana Isabel Trigo de Morais, directora-geral da APED [Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição], influenciada pela inflação. Os dados indicam que os portugueses estão a deslocar-se menos vezes às lojas (-4%) e gastam mais 4,5% em cada acto de compra» («Gastos com produtos frescos ajudam a inverter queda de vendas nos hipers», Ana Rute Silva, Público, 3.09.2015, p. 16).

      Não é cesta básica que se diz, mas no Brasil? Também no Brasil, há a cesta de consumo, conceito diferente. Para cá, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora só regista cabaz de compras, o «conjunto dos produtos essenciais, dos quais o governo, durante certo período, garante o abastecimento suficiente e um preço máximo», que não é o mesmo.

 

[Texto 7056]

Helder Guégués às 15:06 | comentar | favorito
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05
Set 16

AO90: um caso triste

Essa é que é essa

 

      Aqui garantem-nos — é uma jornalista que o escreve — que o «capital inteletual» pode ser uma oportunidade para não sei quê. Não, R. A., não, bem-intencionados seguidores do Acordo Ortográfico de 1990, erros assim nunca antes se viam. Sim, decerto, viam-se outros — que, essa é que é essa, com o AO90 também não desapareceram —, mas não aberrações como «pato» por «pacto», «contato» por «contacto», «fato» por «facto», «intato» por «intacto»; «adeto» por «adepto», e por aí fora. Vi e antevi tudo, numa acção de formação sobre o AO90, ao testemunhar uma professora de Português escrever, convictamente, que já estava a «adatar» os materiais para os seus alunos. Pobres alunos, pobre língua!

 

[Texto 7055]

Helder Guégués às 08:00 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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