09
Set 16

Léxico: «Comandos»

O problema e a solução

 

      «O Regimento de Comandos foi reactivado em 2002 depois de ter sido extinto em 1993 na sequência da morte de três jovens militares durante vários cursos, duas delas por exaustão. Criados no início dos anos 1960, os comandos tiveram a sua maior intervenção durante a guerra colonial, perdendo depois disso algum protagonismo» («Governo dá quatro meses ao Exército para avaliar curso de Comandos», Pedro Sales Dias, Público, 9.09.2016, p. 11).

      Sim, mais uma vez: não está no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora (que tem, todavia, tudo para ser o nosso melhor dicionário — e por isso me refiro tantas vezes a ele). Só regista comando: «MILITAR militar pertencente a uma força de elite, especializada em intervenções ofensivas sobre alvos específicos, geralmente em terreno inimigo». Pois é, e a força em que este militar se integra? Ah, essa está no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa: «Us. pl. Mil. Força militar especial, constituída por membros com preparação física e técnica extraordinárias, encarregada de missões especiais. Uma operação de comandos. O ataque foi executado por comandos aerotransportados.»

 

[Texto 7072]

Helder Guégués às 08:33 | comentar | favorito
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09
Set 16

Léxico: «scheme»

Esquemas bancários...

 

      «Em seguida, o banco emissor do cartão (por exemplo, a Caixa Geral de Depósitos ou o BCP) faz a transferência do dinheiro, assegurando que o consumidor tem saldo ou crédito disponível para poder pagar a compra. Há, ainda, mais dois intervenientes: os donos das marcas dos cartões (as chamadas schemes) — Visa, Mastercard ou Multibanco, por exemplo — e os processadores, como a Sibs, que garantem que o cartão usado corresponde ao utilizador» («Dona do Multibanco ganha nova dimensão com compra da Redunicre», Ana Rute Silva, Público, 9.09.2016, p. 16).

      É sempre conveniente saber que nome têm as coisas, mesmo que não seja português, pois claro. Chamar esquemas a estas empresas parece-me genial. (Só uma coisinha, Ana Rute Silva: o nome da empresa não é SIBS, de Sociedade Interbancária de Serviços?)

 

[Texto 7071]

Helder Guégués às 08:15 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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