14
Set 16

Como se escreve nos jornais

A rainha que já não é Isabel

 

      Enquanto milhares de muçulmanos estão no ritual de apedrejamento do Diabo, que faz parte da peregrinação a Meca, estamos nós aqui a discutir estas coisas, mas é assim a vida. E que coisas? Agora já não é só nos livros, também nos jornais os reis mudam de nome — como os países. «A nova “fiver” tem duas imagens da rainha Elizabeth: uma, maior, da rainha quando jovem, e uma outra imagem, mais actual e também mais pequena e discreta (e visível de ambos os lados). O queixo da monarca foi escolhido como o local para serem inseridos minúsculos números e letras que são visíveis ao microscópio» («Nova nota de cinco libras é reciclável e à prova de molho», João Pedro Pereira, Público, 14.09.2016, p. 19). A rainha mudou de nome, João Pedro Pereira? Agora, com 90 anos?

 

[Texto 7085]

Helder Guégués às 14:53 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Tradução: «fiver»

Uma de cinco

 

      «Um site criado de propósito para a nova nota — que é conhecida como “fiver” no Reino Unido — elenca as vantagens do novo material. “Esperamos que cada nova nota de polímero [o material plástico] dure pelo menos 2,5 vezes mais do que as actuais notas de papel. Isto é porque o polímero é mais forte do que o papel e por isso as notas podem aguentar melhor serem repetidamente dobradas em carteiros [sic] ou serem amarfanhadas nos bolsos”» («Nova nota de cinco libras é reciclável e à prova de molho», João Pedro Pereira, Público, 14.09.2016, p. 19).

      Sempre se chamou assim, mas, se insistem muito, ainda vamos ver traduções em que o tradutor a julgou de todo em todo intraduzível. Sobre a nota em si, que posso dizer? Ontem, vieram contar-me a coisa como absolutamente inédita à face da Terra, uma nota de plástico! Ora, ainda em Maio aqui falei de notas de polímero.

 

[Texto 7084]

Helder Guégués às 12:40 | comentar | favorito
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14
Set 16

Léxico: «nembo»

Até ao fim

 

      «Quem caminhe pelas ruas de muitas das cidades portuguesas pode assistir todos
 os dias à demolição parcial das bases das fachadas de alvenaria de tantos edifícios,
 a escopro e martelo ou com o auxílio de martelos mecânicos. O comportamento mecânico das alvenarias de pedra, de tijolo ou mistas depende da transferência gradual das cargas superiores até às fundações, pela compressão das secções resistentes. Numa parede de fachada em alvenaria, as zonas maciças entre os vãos de portas e de janelas (nembos) são as responsáveis por essa transferência de cargas» («Vulnerabilidade sísmica e reabilitação em Portugal», João Mascarenhas Mateus, Público, 14.09.2016, p. 45).

      Estamos sempre a aprender, é ou não é verdade? Pelo menos quem estiver de olhos abertos e ouvidos atentos, aprende-se sempre até ao fim. Embora duvidando sempre, pois claro, porque dubitando ad veritatem parvenimus.

 

[Texto 7083]

Helder Guégués às 10:40 | comentar | favorito
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