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Nov 16

Código Civil traduzido?

Obra sólida

 

      O Código Civil, que está este mês a fazer 50 anos, vai ser traduzido para inglês, para poder ser conhecido e divulgado em todo o mundo, revelou no Jornal 2 o Prof. António Pinto Monteiro, catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e presidente da comissão organizadora do congresso internacional que nos dias 24 e 25 vai falar do código e comemorar a data. Será que o mundo quer saber? Seja como for, é uma boa notícia e tenho a certeza de que se aprenderá muito com a sua leitura.

 

[Texto 7245]

Helder Guégués às 23:44 | comentar | favorito

Como se fala por aí

Como disse?

 

      O músico e escritor Miguel Gizzas, de quem eu ignorava até hoje a existência, lançou agora o seu segundo «romance musical», O Dia em Que o Mar Voltou (Lisboa: Gradiva, 2016), e foi ao Jornal 2 falar da obra. Ao demonstrar como se ouviam as faixas de música, falou assim: «Com um qualquer leitor de QR codes que existe free na Net, nós aproximamos aqui do código de barras, já o apanhou, e vem aqui para um player onde nós vamos ouvir.»

 

[Texto 7244]

Helder Guégués às 23:13 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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Nov 16

Léxico: «pós-verdade»

Regresso ao básico

 

      «Primeiro o Brexit e depois a eleição de Donald Trumo [sic] colocaram [sic] o termo nas bocas dos eleitores e nas páginas de todos os jornais. Não sabe o que é a pós-verdade? Os analistas políticos definem o termo como “um adjetivo relacionado ou que denota circunstâncias nas quais os factos objetivos são menos determinantes na formação da opinião pública do que os apelos à emoção e às crenças pessoais”. […] O primeiro uso conhecido da palavra pós-verdade remonta a 1992, pelo dramaturgo sérvio Steve Tesich» («“Pós-verdade” é a palavra do ano para os dicionários Oxford», Ana Sanlez, Dinheiro Vivo, 16.11.2016).

      Parece que há muitas pessoas empolgadas com isto, e eu, que já recebi várias mensagens sobre a questão, não quero defraudá-las. Ora bem, comecemos pelo básico: porque afirmam que é um adjectivo? Por as ocorrências mais frequentes serem em posição pós-nominal? Isso não faz dele adjectivo. Interessante, e que também serve para a nossa língua, é o que Casper Grathwohl, presidente dos Oxford Dictionaries, afirmou em entrevista ao Guardian: «The publisher pointed to the recent expansion in meaning of the prefix “post-”, saying that “rather than simply referring to the time after a specified situation or event – as in post-war or post-match”, in post-truth it had taken on the meaning of “belonging to a time in which the specified concept has become unimportant or irrelevant”. The nuance, it said, originated in the mid-20th century, and has been used in formations such as post-national (1945) and post-racial (1971).» É a «international word of the year», mas confesso que nunca a tinha visto...

[Texto 7243]

Helder Guégués às 12:35 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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