27
Nov 16

Os «locais», de novo

Já é modismo

 

      «Em Santiago, Alípio de Freitas recebeu treino militar, de guerrilha. Durante uma folga desse treino, aproveitou para conhecer uma aldeia, perto do campo. Os locais faziam fardos de feno, com erva molhada, e Alípio alertou que os feixes, ao serem feitos com essa erva molhada, acabariam por apodrecer. Fidel estava lá, na aldeia, ouviu a explicação e dirigiu-se a Alípio. Foi aí que se conheceram pessoalmente» («Alípio de Freitas: O toque mágico, de fazer bem e amar, vai com Fidel», TSF, 26.11.2016).

    Os «locais», pois... Muito inglês. Custa a crer que os aldeões fizessem os fardos com a erva molhada. Naturalmente não seriam aldeões, mas professores castigados, não?

 

[Texto 7282] 

Helder Guégués às 20:49 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Havana, Haia, Corunha e por aí fora

Não para nós

 

      Vá lá, no fluxo contínuo nas rádios e nas televisões a propósito da morte de Fidel Castro, não aflorou nem uma vez a velha mania de antepor o artigo, em maiúscula, ao nome da capital, A Havana. Em Espanha, porém, lá vieram lembrar, na Fundéu, que se escreve «con el artículo en mayúscula, pues forma parte del nombre; por tanto, es inapropiado mencionar esa ciudad omitiendo el artículo: “En Habana tuvo lugar...”». É lá com eles; para nós, Havana, Haia, Corunha, etc.

 

[Texto 7281]

Helder Guégués às 11:06 | comentar | favorito
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27
Nov 16

Léxico: «zairota»

Faltam outros

 

      Acho muito curioso que o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora registe, quando não acolhe centenas de outros, o termo angolano zairota: «Angola ETNOGRAFIA depreciativo designação do angolano refugiado no Zaire quando da Luta [sic] pela independência, entretanto regressado, e também chamado zaikó». Não que eu ache que está lá a mais: faltam é muitos outros.

 

[Texto 7280]

Helder Guégués às 10:36 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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