09
Dez 16

«Fundido numa só peça»

Só um retoque (ou dois)

 

      «Em vez da tradicional cruz, a sepultura de Mário de Cesariny tem uma escultura em bronze, fundida de uma só vez, com um metro e setenta e quatro, exactamente a mesma altura que ele tinha» («Nos 10 anos da morte de Cesariny, “um lugar que é só seu”», Isabel Coutinho, Público, 9.12.2016, p. 24).

    Não será mais correcto dizer «fundida numa só peça»? Menos dubitativo: «escultura de bronze».

 

[Texto 7313]

Helder Guégués às 23:17 | comentar | favorito
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09
Dez 16

Tradução: «proxy war»

Não tem nada que saber

 

      «Horas depois de o jornal Guardian ter divulgado uma gravação em que Boris Johnson acusa a Arábia Saudita e o Irão de fomentarem guerras por procuração, a porta-voz da primeira-ministra, Theresa May, veio a público dizer que a afirmação não representa a posição do Governo britânico» («Críticas a Riad valem puxão de orelhas a Boris Johnson», Ana Fonseca Pereira, Público, 9.12.2016, p. 22).

      Vinha no Independent: «A video has emerged of Boris Johnson disparaging the role in the Middle East of Britain’s ally Saudi Arabia, accusing the nation of “playing proxy wars” and abusing Islam for political ends.» Não quis desaproveitar a oportunidade para dizer que já vi pôr-se em causa, vá-se lá saber porquê, a tradução de proxy war por «guerra por procuração». Qual é a dificuldade? Numa guerra por procuração, dois países, em vez de se combaterem directamente, recorrem a terceiros, os proxies, como intermediários. Proxy significa precisamente procurador, representante, mandatário. Há melhor tradução? Qual?

 

[Texto 7312]

Helder Guégués às 21:12 | comentar | ver comentários (11) | favorito
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