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Linguagista

«Incertae sedis»

Um pouco de latim

 

      «Já mais difícil é dizer cientificamente quem são os seus parentes evolutivos, pelo que muitos paleontólogos limitam-se a classificá-los como incertae sedis, a expressão em latim para “posição incerta”, ou a dizer que se relacionam de alguma forma com os moluscos» («Até que enfim que os hiolitos (já lá iremos) encontraram o seu lugar na árvore da vida», Teresa Firmino, Público, 14.01.2017, p. 27). No jornal El País dizem isto com muito mais graça: «Hasta ahora se los había clasificado como moluscos, como un grupo enteramente nuevo de animales o, peor aún, como incertae sedis (posición incierta), que es el eufemismo que usan los taxónomos para confesar que no tienen ni idea de dónde colocar algo» («Un testigo de la ‘explosión’ que originó a los animales», Javier Sampedro, El País, 14.01.2017, 10h41). Não é o único aspecto invejável: em 63 comentários, nem meia dúzia de leitores se desviam um pouco do assunto.

 

[Texto 7409]

«Hiolito» ou «hiólito»?

Mal observado

 

      «Durante 175 anos, os paleontólogos não souberam onde encaixar na árvore da vida uns invertebrados marinhos que surgiram há 540 milhões de anos e se extinguiram há 252 milhões — o que quer dizer que os hiolitos, o seu nome comum, tiveram uma longa existência de 290 milhões de anos nos mares da Terra» («Até que enfim que os hiolitos (já lá iremos) encontraram o seu lugar na árvore da vida», Teresa Firmino, Público, 14.01.2017, p. 27).

      Anteontem, o Observador também publicou um artigo sobre esta questão, e o nome que usaram foi «hyolitha», que, obviamente, não nos serve. Este jornal citava um artigo do diário espanhol El Mundo, que optara, sensatamente, por hiolito/hiolitos. Como toda a imprensa espanhola, aliás. A questão é se em português não devia ser hiólito/hiólitos.

 

[Texto 7408]