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Linguagista

Léxico: «mariofania»

Há, mas nos italianos

 

      «Fátima é local da teologia e da mariologia, da liturgia oficial, mas também da devoção mais popular e pessoal. Assim é, igualmente, na arte: locus da arte mais espontaneamente popular (de que será o mais atilado exemplo a Capelinha das Aparições), e da refinada arte mais afastada, contudo, dos olhares das massas. O exemplo paradigmático dessa realidade pode colher-se, com efeito, nas obras dos autores que tomamos para reflexão final: Teixeira Lopes e Ferreira Thedim» («Um lugar ligado à arte», Marco Daniel Duarte, Público, 9.08.2007, p. 23).

      Está na generalidade dos dicionários, como no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora: «ramo da teologia cristã que se dedica ao estudo das questões relativas à Virgem Maria, mãe de Jesus». Se até é nome de uma disciplina, convém estar nos dicionários. Mas este dicionário não acolhe, por exemplo, o vocábulo mariofania, que leio em muitas obras sobre Fátima. Ora, somos o Altar do Mundo e a palavra está fora dos nossos dicionários? Se queremos ver a definição, temos de consultar dicionários de italiano. Ora esta!

 

[Texto 7421]

Léxico: «documentarismo»

Em nome do pai

 

      «O pai do documentarismo, Robert J. Flaherty [1884-1951], dizia provocatoriamente que às vezes é preciso mentir, distorcendo uma coisa para a revelar na sua verdadeira essência» (A Senhora de Maio, António Marujo e Rui Paulo da Cruz. Lisboa: Temas e Debates, 2017, p. 14).

     Sim, está em alguns dicionários, mas não no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, que, contudo, acolhe documentarista. No Dicionário Aulete, por exemplo, diz-se que é a «prática de fazer documentário».

 

[Texto 7420]