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Linguagista

Léxico: «fixista»

Querem ver que não existe?

 

      «“Não se pode ser fixista e pensar que há impasses sistemáticos”, insistiu» («Marcelo em cinco passos: à atenção do Governo e do PSD», Helena Pereira, TSF, 22.01.2017, 23h03).

     O Presidente da República estava a usar o termo na sua acepção relativa à biologia ou à apicultura? Ora, nem a uma nem a outra. Logo... (Psiu, não digam ao tal cronista.)

 

[Texto 7428]

Os dicionários

Discriminam

 

      O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista, é verdade, o nome de algumas ordens e congregações religiosas — falemos tão-só das católicas —, mas faltam, como também noutros dicionários, muitas outras, e até estabelecidas em Portugal. Podemos lá ver os Barnabitas, os Beneditinos, os Dominicanos, os Franciscanos, os Lazaristas, os Jesuítas, os Maristas, os Mercedários, os Oratorianos, os Redentoristas, os Teatinos, sim — mas discriminam, entre muitos outros, os Camilianos, os Claretianos ou Cordimarianos, os Combonianos, os Estigmatinos, os Pavonianos, os Xavierianos, e por aí fora. Não está nada bem.

 

[Texto 7427]

Os pequenos nadas

Que fazem a língua

 

      O volume 8 da colecção «A casa de quem faz as casas», do Público, está hoje anunciado assim no jornal, página 35: «Vol. 8: João Mendes Ribeiro: Uma Casa Feita de Pequenos Nada». Contado, ninguém acredita. Então agora já não há concordância? Então, se for caso disso, e seja qual for a classe gramatical de um vocábulo, não pluraliza? Isto está mesmo muito mal. Aprendam: «Vasco instala-se numa pensão, vazio pelas saudades da filha que adora, mas dando uma importância, admite que exagerada, aos pequenos nadas» (Amor 5, Paixão 3, Manuel Arouca. Lisboa: Texto Editora, 2003, p. 114).

 

[Texto 7426]