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Linguagista

Ortografia: «de mão-cheia»

Excelente

 

      «E as duas irmãs — Catarina exerce advocacia e Lídia deixou o trabalho como educadora de infância para se dedicar ao negócio a tempo inteiro — são cozinheiras de mão-cheia, o pequeno-almoço (levado numa cesta) inclui compotas caseiras de fruta variada e bolos à fatia, pão da região, requeijão, queijo serra da Estrela, sumos naturais e infusões» («Casas do Pátio, Nelas. Voltar à infância», Florbela Alves, Visão, 26.01.2017, p. 125).

    É assim mesmo que se escreve, e nem sempre se encontra bem escrito, com hífen: de mão-cheia. Na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, é assim que está grafado.

 

[Texto 7441]

«Real señera»

Não conhecem

 

      Muito bem, o concorrente da edição de ontem do Big Picture até conhecia a real señera, a bandeira da Comunidade Valenciana. Só é pena que o Dicionário de Espanhol-Português da Porto Editora nem sequer registe a palavra.

 

[Texto 7440]

Señera (1).png

 

 

 

Tampo e assento da sanita

Não é japonês

 

      «Já a pensar nos Jogos Olímpicos de 2020, as autoridades japonesas querem facilitar a vida aos turistas. Assim, decidiram criar pictogramas universais para as suas casas de banho» («Ir ao WC agora é mais fácil», Visão, 26.01.2017, p. 28).

      Em relação ao terceiro, a legenda do pictograma, na Visão, diz que é «Levantar/baixar tampa». Muito bem, não há dúvidas. Em relação ao quarto, lê-se que é «Levantar/baixar tampo». Tampa e tampo? Nunca tinha ouvido tal. Para mim, é tampo e aro ou assento (toilet seat, para a legião de anglófonos que nos segue), respectivamente.

 

[Texto 7439]

Pictogramas.jpg

 

Léxico: «barbela»

Pão e erros

 

      «Há pão de centeio verde (€3,89/kg), uma variedade de centeio plantada nas terras altas e frias de Trás-os-Montes. “É mais compacto e denso”, descreve Diogo [Amorim, da Padaria Gleba, no n.º 14 da Rua Prior do Crato, Lisboa]. Já no pão de trigo (€3,89/kg), usa-se uma variedade antiga, a barbela, também ela de origem transmontana. Destaca-se ainda a trigamilha, uma combinação de trigo e milho» («O pão a quem trabalha a terra», Sandra Pinto, Visão, 26.01.2017, p. 106).

    Esta acepção de barbela não está em todos os dicionários. O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, por exemplo, não a regista. Escreve-se triga-milha, Sandra Pinto. Não se devia ter limitado a copiar o que está no sítio da empresa. E o nome do arruamento é Rua do Prior do Crato; mas vá, perdoo-lhe a primeira preposição.

 

[Texto 7438]