31
Jan 17

«À luz de»

O reino deles

 

      «O tema de hoje é depois de queixinhas de alguns pais, o livro de Valter Hugo Mãe O Nosso Reino fica no Plano Nacional de Leitura, mas deixa de ser recomendado à luz do 3.º ciclo» (Bruno Nogueira, no Mata-Bicho de hoje).

      «Recomendado à luz do 3.º ciclo»? Aqui, é a vez de a lógica ficar como uma bicha, e com razão. Para que foi convocada a locução prepositiva à luz de neste contexto? Então não bastava escrever «mas deixa de ser recomendado para o 3.º ciclo»?

 

[Texto 7449]

Helder Guégués às 22:48 | comentar | favorito
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Ortografia: «beneficência»

Afinal, tem ciência

 

   «Um mundo para criar ilusões, um espaço com uma coleção armazenada entre paredes escuras e apertadas, um ilusionista que quando tinha 20 anos, nos anos 70 se dedicava a fazer espetáculos em obras de beneficiência. Apresentado com o nome artístico de Tony Klauf, porque na altura era moda os ilusionistas usarem uma letra do alfabeto grego» («Uma coleção tão grande que dava um Museu do Ilusionismo», Bárbara Baldaia, TSF, 31.01.2017, 18h02).

   Não tem ciência — nem i: é beneficência, Bárbara Baldaia. Beneficente, beneficência. E eu que pensava que já só desgraçadinhos é que davam este erro. Afinal, tem alguma ciência: consultar o dicionário.

 

[Texto 7448]

Helder Guégués às 21:33 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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31
Jan 17

A língua das Filipinas

Sempre a pior opção

 

      «“A todos os agentes insurrectos, tenham cuidado!”, afirmou dela Rosa. “Já não estamos a travar uma guerra contra as drogas, agora temos uma guerra contra os scalawags [termo em tagalog que designa patifes].” Rosa estima que a operação antidroga possa ser retomada dentro de um mês. Segundo a BBC, os agentes suspeitos de corrupção serão enviados para a linha da frente do conflito no sul das Filipinas contra grupos terroristas jihadistas» («Duterte suspende guerra contra o tráfico de droga», Público, 31.01.2017, p. 24).

   Era de prever: tinham logo de escolher o menos português dos nomes da língua falada nas Filipinas. Uma coisa é certa: se perguntar à minha filha, com 9 anos, que língua se fala nas Filipinas, no mesmo instante ela me responderá que é o filipino. Ora, se consultarmos o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, entre as acepções de filipino não está, estranhamente, a relativa à língua.

 

[Texto 7447]

Helder Guégués às 11:16 | comentar | ver comentários (1) | favorito