06
Fev 17

Quando as nossas palavras não chegam

Em bom português

 

    «A Merriam-Webster pode servir como uma espécie de legenda discreta ou uma piada em registo deadpan da actualidade» («Quando até o dicionário se vira (subtilmente) contra Donald Trump», Joana Amaral Cardoso, Público, 6.02.2017, p. 22).

    Outro triste caso — decerto que o Eremita concorda — em que a jornalista usa escusadamente uma palavra estrangeira. Para quê? Não será, como já aqui se tem diagnosticado, mera cagança? Pobres leitores...

 

[Texto 7468]

Helder Guégués às 21:29 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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06
Fev 17

Tradução: «so-called»

A culpa não é de Trump

 

      «Ontem, Donald Trump reagiu — no Twitter, é claro — à decisão de um juiz que suspendeu as suas ordens de rechaçar refugiados e imigrantes nas fronteiras dos EUA. Os seus tuítes foram, como de costume, agressivos e hiperbólicos. Mas uma das expressões que usou lembrou-me imediatamente a frase de Orbán sobre como “a nação não pode estar na oposição”: foi quando se referiu ao juiz que tomou a decisão como um “assim-chamado juiz” ou “pseudojuiz”» («“A nação não pode estar na oposição”», Rui Tavares, Público, 6.02.2017, p. 48).

      Nós escrevemos dessa maneira, «assim-chamado»? E não me refiro apenas ao hífen; no contexto, não é a melhor opção. «Pretenso ou falso juiz» estaria bem. Aliás, o próprio cronista escreve logo a seguir «pseudojuiz». Disparou @POTUS (que, apesar de tudo, não vem do latim potu-, «que bebeu»): «The opinion of this so-called judge, which essentially takes law-enforcement away from our country, is ridiculous and will be overturned!»

 

[Texto 7467]

Helder Guégués às 13:02 | comentar | ver comentários (1) | favorito