Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Linguagista

«Cavalo de batalha/cavalo-de-batalha»

Pouco avisada eliminação

 

      «O tema da avaliação dos professores acabou em Portugal. Quem o diz é a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, que, precisamente, fez da avaliação de professores o seu cavalo-de-batalha» («Maria de Lurdes Rodrigues diz que a avaliação de professores acabou em Portugal», Clara Viana, Público, 11.02.2017, p. 14).

      Muito bem, é isso mesmo: cavalo-de-batalha. O problema é que os fautores do Acordo Ortográfico de 1990 o levaram sem hífenes para os vocabulários, e os dicionaristas foram inconscientemente na sua senda, destruindo de uma penada um recurso expedito e inteligente da língua, que são as duplas grafias real/aparente. Já aqui vimos um caso igual, pés de galinha/pés-de-galinha.

 

[Texto 7476]

A Justiça vai à escola

Ver para crer

 

      «O novo director do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) promete, em entrevista à Renascença, um esforço de todos na formação dos magistrados para que as sentenças e acórdãos sejam perceptíveis pelo cidadão. “Uma decisão que um juiz profira deve ser perceptível para o destinatário. Se não é compreendida, penso que há aí uma falha que deve ser superada”, afirma o juiz conselheiro João Miguel, que dirige agora [sic] escola onde os magistrados são formados. As sentenças “devem bastar-se por a elas [sic] próprias, para que os destinatários as entendam perfeitamente” e para “não serem necessárias outras explicações” adicionais, apela o director do CEJ, entidade que tem produzido alguns documentos com orientações nesse sentido, frisa» («Novo director da escola de juízes quer sentenças que os cidadãos entendam», Liliana Monteiro, Rádio Renascença, 10.02.2017, 21h22).

     Eu imagino a dificuldade que alguns magistrados, de poucas e más leituras, têm a redigir as sentenças. Vamos ver se a situação muda, mas dificilmente nos próximos tempos alguém vai dizer eppur si muove, pois a Justiça mostra-se conservadora em tudo.

 

[Texto 7475]