22
Fev 17

Motivos. Não vale a pena mentir

Motivos.JPG

 

Helder Guégués às 13:55 | comentar | favorito
Etiquetas:

Como se traduz/escreve/pensa nos jornais

Pessimamente

 

      «Mais uma polémica na corrida às presidenciais francesas. Estão a ser questionados pela polícia judiciária francesa o guarda-costas e a chefe de gabinete da candidata da extrema-direita, Marine Le Pen» («Guarda-costas e a chefe de gabinete de Le Pen questionados pela polícia francesa», TSF, 22.02.2017, 10h47).

    «Questionados pela polícia»! É o grande jornalismo da actualidade. Mais vale ler em inglês: «French police have questioned Marine Le Pen’s bodyguard and chief of staff in connection with a probe into alleged misuse of European Union funds» («Marine Le Pen aides questioned in probe over alleged fake EU jobs», Sky News, 22.02.2017, 12h18).

 

[Texto 7499]

Helder Guégués às 13:04 | comentar | ver comentários (3) | favorito
Etiquetas: ,

Léxico: «ana»

Medidas erradas

 

      Leio aqui que, quando a nobreza lançou a moda dos calções, o tecido media 24 anas; mais tarde, com o desejo de maior ostentação, chegou às 130 anas. Para começar, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora nem sequer regista este vocábulo, o que não é uma desgraça, porque há mais dicionários e a palavra tem pelo menos uma variante: alna. Ora segundo este dicionário, a alna — que, como muitas medidas, era variável — equivalia a 1,20 m. Acreditamos? Ou acreditamos no Aulete, que regista que a ana ou alna (acolhe ambos) correspondia geralmente a três palmos? Esta medida de comprimento medieval, a que por vezes se dava também o nome de côvado, equivalia efectivamente a 66 cm, ou três palmos. Acrescente-se e corrija-se.

 

[Texto 7498]

Helder Guégués às 10:55 | comentar | ver comentários (3) | favorito
22
Fev 17

Tradução: «odds»

Os mitos da tradução

 

      «Wayne Shaw tinha conhecimento, antes do jogo, que a Sun Bets, casa de apostas que opera no Reino Unido e Irlanda, tinha estabelecido uma aposta com odds de 8 para 1 em como Shaw ia comer uma tarte em frente às câmaras» («Comeu uma tarte no banco de suplentes e ficou sem clube», Diogo Magalhães, Público, 22.02.2017, p. 41).

      O jornalista pensou e tornou a pensar, e nada: não encontrou nem palavra, nem expressão, nem sequer frase que traduzisse aquelas mágicas quatro letrinhas: odds. Desistiu há muito quando leu que não há uma tradução exacta para o termo odds na língua portuguesa. Só quando ler A Bíblia do Jogador de Póquer, de Lou Krieger, é que vai bater na testa. A tradutora teve de se desembaraçar, não é?

 

[Texto 7497]

Helder Guégués às 09:11 | comentar | ver comentários (7) | favorito
Etiquetas: ,