28
Jul 17

Com hífen e sem hífen

Ora vejamos

 

      Hoje à tarde falei com um médico-cirurgião geral. De trato lhano, muito terra-a-terra, e sempre de gargalhada pronta. (Costuma ser pior com semialfabetizados.) Se se escreve «médico-cirurgião», há-de escrever-se «médico-cirurgião geral», não? Contudo, não é o que habitualmente se usa. Aquele, como outros, apresenta-se como «médico especialista em Cirurgia Geral há mais de vinte anos». Há alguma diferença, caro R. A.? No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, encontramos tão-só médico-cirurgião, cirurgião-dentista e cirurgião plástico. Pois, e os outros ficam de fora? Não há também o cirurgião torácico? O cirurgião-urologista? O...

 

[Texto 8065]

Helder Guégués às 23:47 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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Como se escreve no «Correio da Manhã»

Envolve Maserati, há despiste

 

      «A GNR deteve ontem um lusofrancês de 31 anos que conduzia um Maserati com matrículas falsas, em Ílhavo. Os militares dispararam 2 tiros de intimidação para deter o polícia suspenso em França» («Maserati com matrículas falsas», Correio da Manhã, 28.07.2017, p. 48).

      Polícias contra polícia está muito bem, e os tiros serão mais do que justificados — não me parece é que sejam de intimidação, mas de intimação. E claro que o polícia será luso-francês, o Correio da Manhã averiguou mal o caso. E um carro só tem uma matrícula, verdadeira ou falsa — as chapas é que são duas.

 

[Texto 8064]

Helder Guégués às 22:26 | comentar | favorito
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28
Jul 17

Léxico: «transcraniano»

A máquina antidepressiva

 

      Muito bem, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora já nos disponibiliza ecoendoscopias, mas, se quisermos submeter-nos a uma estimulação magnética transcraniana, falta-nos com o melhor, o adjectivo transcraniano: «Estima-se que 20 a 30% dos doentes com depressão não respondam ou não suportem os tratamentos com medicação antidepressiva. Mas quando estes doentes são submetidos à técnica de estimulação magnética transcraniana repetitiva, há indicadores que demonstram que o estado clínico de 41,5 a 56,4% desses doentes melhora substancialmente e entre 26,5 e 28,7% deixam de estar deprimidos» («Há uma máquina que trata a depressão e chegou a Portugal», Sara Dias Oliveira, Notícias Magazine, 26.07.2017, p. 28).

 

[Texto 8063]

Helder Guégués às 21:41 | comentar | favorito
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