Léxico: «galena»

E o mais importante?

 

      «As peças mais antigas, um Stomberg-Carlson [sic] e um Federal Telephone (galena), recuam a 1922. O exemplar mais recente data de 1980 e tem o selo da Grundig. Todos funcionam. Os aparelhos estavam guardados em casa de familiares, em Vagos, e eram apreciados a pedido. Um protocolo de depósito do espólio, assinado este ano entre a família e a Autarquia, permitiu a constituição do museu» («Coleção de 1500 rádios deu origem a museu», Zulay Costa, Jornal de Notícias, 27.09.2017, p. 38).

      Na citação de artigos de jornais, tem de haver sempre um sic, não é? Por vezes, até fingimos que não têm erros, ou desculpamos a incúria. No caso, porém, é da definição de galena no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora que nos temos de ocupar: «minúsculo e primitivo receptor de rádio em que se emprega um cristal deste mineral». Primitivo, rudimentar, sem dúvida (creio que seria capaz de construir um), mas não minúsculo. A miniaturização, nestas coisas, é feito mais recente. É habitualmente pequeno, sim, não minúsculo, mas não dizem o mais importante: não necessita de energia eléctrica nem de baterias. Nada.

 

[Texto 8171]

Helder Guégués às 13:38 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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