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Linguagista

As agruras de um lisboeta

Final feliz

 

      É impressionante! Pensei que, porque moro na capital, seria fácil encontrar quem fizesse drenagem linfática manual. Ilusões. De fora da corrida ficam, pois claro, cabeleireiras e esteticistas. Pelo menos aqui em Benfica, a cada esquina há é massagens tântricas e prostáticas. Procuro alívio para as dores, mas só me querem proporcionar orgasmos. A uma que anunciava massagens terapêuticas perguntei, por correio electrónico, se fazia drenagem linfática. «Nao fazo.» (Russa?) Muitas brasileiras prometem final feliz, mas, para mim — cada um acode ao que mais lhe dói, já escreveu Camões —, final feliz era que o edema pós-cirúrgico e as dores desaparecessem rapidamente e para sempre.

 

[Texto 8231]

Léxico: «eparca/arcieparca/arquieparquia»

Logo três

 

      Sabiam que a arquieparquia metropolitana de Asmara é presidida pelo arcieparca etíope Menghesteab Tesfamariam, um missionário comboniano? Não precisam de gaguejar, já sei que não. E sabiam que o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não regista eparca, arcieparca ou arquieparquia? (Ah, sim, e tem pontas soltas, o pior que pode acontecer.) Já sei a resposta. Pouco faltou para nos dicionários de língua portuguesa só acolherem palavras estrangeiras. Vamos ver se isto se endireita.

 

[Texto 8230]

O particípio de «intervir»

Todas as opiniões

 

      «Os Estados têm intervido ao investir em infra-estruturas e em indústrias de base, etc.» Estamos sempre, todos nós, não é?, a corrigir este erro. Ora, há quem defenda (Helena Mateus Montenegro, por exemplo, nas Questões de Gramática do Português, pp. 25-26) que, para desambiguar e por ser mais eufónico nas formas compostas com o verbo «ter», o particípio passado de «intervir» é intervido. E não defende o mesmo Rodrigo de Sá Nogueira, na página 272 do seu Dicionário de Verbos Portugueses Conjugados?

 

[Texto 8229]