10
Nov 17

«Tirar de letra»

Ué!

 

      Afinal, ainda não estamos preparados para ir para o Brasil. Márcia Cabrita, actriz de Sai de Baixo, morreu hoje aos 53 anos. A Rádio Renascença acaba de o noticiar, e publica este excerto de um texto da actriz, que saíra numa revista: «Ao contrário do que muitos fantasiam, não tirei de letra. Não sei o porquê, mas existe uma ideia estapafúrdia de que quem está com cancro tem que, pelo menos, parecer herói.» Das duas, uma: ou o jornalista (são jornalistas que escrevem isto?) passou pela citação como cão por vinha vindimada, ou pensa que as telenovelas brasileiras, ainda que por osmose, nos deram proficiência total sobre as peculiaridades do português do Brasil. Em suma, reveja essas convicções ou esse desleixo. Tirar de letra é resolver/dominar qualquer situação com facilidade, mas só agora o sei.

 

[Texto 8319]

Helder Guégués às 15:17 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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«Caudados», de novo

Modestamente

 

      Revisitemos a fita do tempo, como se diz agora: sugeri que o termo Caudados fosse incluído no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, e ele lá está, é verdade. Limitei-me, depois, a anunciá-lo no blogue, num simples comentário. Mas agora, pensando bem... «ZOOLOGIA ordem de batráquios que têm o corpo relativamente alongado e cauda que permanece no estado adulto do animal; urodelos». Não sou biólogo (espero que não se note muito), mas não me parece que os Caudados sejam batráquios. Há por aí algum biólogo semiocioso? Os Caudados ou Urodelos, a que pertencem, como vimos, os tritões e as salamandras, constituem uma das três ordens da classe dos Anfíbios, classe a que também pertencem a ordem dos Anuros (ou Batráquios), e, por fim, a dos Ápodes. Se não for assim, agradecia antecipadamente que alguém tivesse a paciência — e a misericórdia — de me corrigir.

 

[Texto 8318]

Helder Guégués às 12:18 | comentar | favorito
10
Nov 17

Léxico: «epicatequina» e «miostatina»

Reclamam um lugar

 

      A epicatequina é um polifenol que podemos encontrar no chá verde e no chocolate, por exemplo, mas não no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Este composto, presente em maior quantidade no cacau, promove o aumento da secreção de insulina de células específicas, ajudando a prevenir o aparecimento de diabetes tipo 2 (já expliquei algures que se abandonou a numeração romana para definir os dois principais tipos de diabetes), bem como a inibir a miostatina, que é uma proteína que tem a capacidade de impedir o crescimento muscular. Tal como a epicatequina, também não está no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora.

 

[Texto 8317]

Helder Guégués às 11:12 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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