19
Nov 17

Léxico: «martainha»

Porque rufete já está

 

      Ontem vi uma reportagem sobre a XXVIII Feira do Mel e da Castanha na Lousã. Falou-se de algumas variedades de castanhas, e, entre elas, a martainha. No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, e noutros, sim, nada. Hoje também vi um apontamento sobre o certame Beira Interior – Vinhos & Sabores, em Pinhel, e falou-se da casta, ao que parece estava quase esquecida, rufete, e cheguei a pensar — estou a ficar pessimista — que não estivesse nos dicionários, mas lá está no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora: «BOTÂNICA casta de videira de uva tinta, nativa da Península Ibérica, tem folha pentagonal, muito recortada e cacho compacto, composto por bagos arredondados de cor escura e tom azulado».

 

[Texto 8357]

Helder Guégués às 22:06 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «acheulense»

Acheuléen

 

      Não compreendo esta ausência: consulto dicionários de castelhano e encontro achelense. Nos nossos, nada. Nem achelense nem acheulense. E, contudo, encontramo-lo no Dicionário de Francês-Português da Porto Editora e nos textos de apoio da Infopédia. Não pode ser.

 

[Texto 8356]

Helder Guégués às 21:00 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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«Rial/riais»

Finalmente

 

      «A Reuters escreve que um empresário já viu dezenas de milhões de riais sauditas retirados da sua conta depois de assinar o acordo, enquanto um ex-responsável político aceitou entregar quatro mil milhões de riais em acções. Segundo explicou à agência de notícias alguém próximo do processo, o Governo congelou várias contas no início da semana e deu instruções para a “expropriação de bens livres de credores”» («Milionários obrigados a entregar milhões a Riad em troca de liberdade», Sofia Lorena, Público, 18.11.2017, p. 34).

    Finalmente, até parecia que no Público nunca mais aprendiam a formar plurais como deve ser. Pois claro, rial/riais. Agora têm de ver se não se esquecem. (Mas não percebo porque não escrevem Riade.)

 

[Texto 8355]

Helder Guégués às 20:27 | comentar | favorito
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19
Nov 17

«Extirpar/estripar»

Arrancar o mal pela raiz

 

      Em Angola, a limpeza — ou simulacro de limpeza, quem sabe? — mal começou. Agora foi detido o director nacional do Tesouro por suspeita de desvio de verbas. Segundo o Observador, que não muda nem sequer uma sílaba do que escreveu a Lusa, João Lourenço afirmou na tomada de posse: «A corrupção e a impunidade têm um impacto negativo direto na capacidade do Estado e dos seus agentes executarem qualquer programa de governação. Exorto por isso todo o nosso povo a trabalhar em conjunto para estripar esse mal que ameaça seriamente os alicerces da nossa sociedade» («Detido diretor nacional do Tesouro angolano por suspeita de desvio de verbas», Observador, 18.11.2017, 12h23).

      Agora querem apenas estripar o mal... Está bem, está. Talvez até lhe ponham apenas uma banda gástrica, para o mal comer menos recursos que pertencem ao povo angolano. Entretanto, alguns leitores chamaram a atenção para o erro, mas nada aconteceu. Gente importante e muito ocupada. É impressionante!

 

[Texto 8354]

Helder Guégués às 10:49 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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