09
Jan 18

Léxico: «transfóbico»

Porque é uma lacuna

 

      «E o que fez a CIG? Contestou a posição de Saraiva? Desmontou os seus argumentos? Recorreu a estudos para fundamentar a sua posição? Dedicou-se àquela coisa, cada vez mais démodé, chamada “debater”? Nada disso: enviou queixas ao Ministério Público, à ERC, à Comissão da Carteira e ao Sindicato dos Jornalistas acusando Saraiva não apenas de delito de opinião, mas de “favorecer a prática de atos de violência homofóbica e transfóbica”» («O arquitecto Saraiva e a incitação à violência», João Miguel Tavares, Público, 9.01.2018, p. 47).

      Transfobia já o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista, pelo que acolher agora o adjectivo transfóbico não é senão mais um passo, e um passo certo, até porque me parece que devia estar lá desde o início.

 

[Texto 8557]

Helder Guégués às 13:51 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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Como se escreve e pensa por aí

É assim

 

      «“Este julgamento está condenado ao insucesso”, antevê o advogado Dantas Rodrigues, explicando que o acordo de cooperação judiciária assinado entre os dois países dificulta os intentos do MP, uma vez que não prevê a extradição senão com a concordância do extraditado. Por outro lado, assinala o mesmo jurista, segundo aquele diploma bilateral, o direito de não comparência faz com que ninguém esteja obrigado a deslocar-se ao outro país no âmbito de um processo penal sem ser de livre vontade» («Governo oculta há cinco semanas parecer sobre Manuel Vicente», Ana Henriques, Público, 9.01.2018, p. 4).

      Não surpreende que as relações entre os dois Estados estejam como estão, com acordos assim. Gostava de ler esse acordo de cooperação judiciária para comprovar que ninguém é obrigado a deslocar-se ao outro país no âmbito sem ser de livre vontade... Que escolha de palavras tão infeliz.

 

[Texto 8556]

Helder Guégués às 10:58 | comentar | favorito
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09
Jan 18

Como falam os especialistas

É uma constante

 

      «“Ao fim de quatro anos de governação de Rui Moreira, continuam a haver pessoas na rua, continuam a haver pessoas que nesta situação de inverno e de frio estão em situação de fragilidade e de vulnerabilidade grave e sabemos que uma vaga de frio é um risco de potencial de situação fatal para a qual não há resposta”, declarou hoje Susana Constante Pereira, deputada municipal do Bloco de Esquerda (BE) no Porto» («BE critica Rui Moreira por não ter política para retirar sem-abrigos [sic] das ruas», Diário de Notícias em linha, 8.01.2018, 14h33).

   Continua a analfabetice, isso sim. É uma constante. E quem é Susana Constante Pereira? Pois nada mais, nada menos que diplomada na área da Educação, especializada no domínio da Educação não formal como formadora e facilitadora de processos de aprendizagem. Facilitou demasiado.

 

[Texto 8555]

Helder Guégués às 10:44 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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