Leopardo-da-pérsia, lobo-ibérico...

Para dizer tudo

 

      «O leopardo-da-pérsia, o lobo-ibérico, a girafa-de-angola, a impala-de-face-negra, a serpente-rei-oriental e a lebre-ibérica foram as espécies escolhidas e retratadas [por Joel Sartore]: as primeiras cinco no Jardim Zoológico de Lisboa e a última no Campus Agrário de Vairão, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (Cibio) da Universidade do Porto» («Já há animais de Portugal na maior arca fotográfica do mundo», Ana Maria Henriques, Público, 19.01.2018, p. 29).

      A ironia de tudo isto é que o Público é o mais cioso dos jornais a aplicar esta regra do Acordo Ortográfico de 1990. Terá Nuno Pacheco noção disto? Poderá ter, pois não é a primeira vez que o escrevo. Bem, não acho tão mal, que eu próprio não aderisse a esta forma de grafar os nomes comuns dos animais. Mas o Público... Há quem se oponha, e com excelentes argumentos, diga-se. Excelentes não, muito melhores do que os nossos, que seguimos a regra. Sim, especialmente nós, que não aplicamos o Acordo Ortográfico de 1990. É verdade que existe o provérbio que diz que um excesso de franqueza é uma indecência, como a nudez? Deve ter sido inventado pelos que, tendo a mesma fraqueza, não têm a mesma coragem.

 

[Texto 8600] 

Helder Guégués às 12:18 | comentar | favorito
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