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Linguagista

Neopelagianismo e neognosticismo

Era previsível

 

      «Texto do documento da Congregação para a Doutrina da Fé condena tanto o neo-pelagianismo como o neo-gnosticismo, ou seja, as ideias de que a pessoa se pode salvar a si mesma» («Vaticano publica documento sobre salvação, face às confusões deste tempo», Aura Miguel, Rádio Renascença, 1.03.2018, 13h10).

      Eu nem queria que fossem para os dicionários — se pelo menos os jornalistas, pessoas que lidam todos os dias com a língua escrita, não errassem nisto. Assim, tem de ser: neopelagianismo e neognosticismo. Uma escapatória, mas que não podem usar comigo, é afirmarem que está assim na carta aos bispos. Pois, mas cada macaco no seu galho. Placet ignorantibus.

 

[Texto 8837]

Léxico: «motorroçador(a)»

A realidade sempre à frente

 

      Hoje é Dia Mundial da Protecção Civil, por isso... falemos de motorroçadores ou, como também se diz, motorroçadoras (como aqui, no opúsculo Utilização da Motorroçadora nos Trabalhos Florestais, editado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas). E hoje na imprensa: «Pedro Serra Ramos [presidente da ANEFA, Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente] está convencido que há muita falta de formação nas novas empresas a fazer estas limpezas e “não basta ir ao supermercado comprar um motorroçador para saber limpar mato”, aumentando os riscos para as plantas e animais» («Há empresas de limpeza da floresta sem nada para fazer», Nuno Guedes, TSF, 1.03.2018, 6h49).

      Há motorroçadores nos supermercados, não os há no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. A realidade sempre à frente dos dicionários.

 

[Texto 8836]

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