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Abr 18

Léxico: «zaragatoa»

Não só

 

      «“Neste momento, os doentes estão identificados. Temos oito doentes colonizados, não infetados, mas temos que fazer as zaragatoas de segurança”, esclareceu Cílio Correia, diretor clínico e presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Tondela Viseu, mostrando-se convencido de que poderão ter alta hospitalar nos próximos dias» («Oito doentes isolados no hospital de Viseu devido a bactéria multirresistente», TSF, 13.04.2018, 11h59).

      Aproveite-se para dizer que a definição do Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não está correcta: a zaragatoa faz-se a qualquer parte do organismo, nariz, garganta, feridas infectadas em qualquer área do corpo, etc., e não apenas à garganta, como se lê naquele dicionário.

 

[Texto 9049]

Helder Guégués às 14:55 | comentar | ver comentários (1) | favorito

Léxico: «arabeta»

Nem um nome comum

 

      «A Chang E 4, a segunda sonda chinesa que aterrará na superfície lunar, transportará um recipiente com sementes de batatas e de arabidopsis, uma planta herbácea, visando testar o seu cultivo na Lua» («Batatas semeadas na Lua?», Rádio Renascença, 12.04.2018, 11h37).

     Trata-se da Arabidopsis thaliana, que pertence à mesma família das couves e da mostarda e tem sido utilizada nas duas últimas décadas como organismo modelo para estudo da biologia genética vegetal. Está bem representada quase em todo o mundo, é subcosmopolita, e um pouco por todo o País, pelo que tem nome comum em português, aliás, vários: arabeta, arabidopse-do-tale e erva-estrelada. Pois nenhum deles podemos encontrar no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, apenas o primeiro está num dicionário bilingue.

 

[Texto 9048]

Helder Guégués às 12:51 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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13
Abr 18

Léxico: «acrofónico»

Reforçado...

 

      «A tradicional divisão do ano em cinco fases de combate aos incêndios foi substituída por níveis, consoante o empenhamento de meios em cada momento. O calendário mantém-se basicamente igual, mas a organização dos meios deixa de estar repartida por fases identificadas pelo alfabeto fonético e passa a ter dois níveis: o “permanente” e o “reforçado”. [...] Já quanto à fase mais critica [sic], os meses de julho, agosto e setembro – aquela que tinha o nome de fase Charlie – mantém-se com o mesmo enquadramento temporal, mas chama-se agora nível Reforçado IV» («Agora só há dois níveis de prontidão nos fogos: permanente e reforçado», Celso Paiva Sol, Rádio Renascença, 13.04.2018, 00h14).

      Adeus, Bravo e Charlie. Foi uma vida inteira a conviver com estes primos luso-americanos, e agora emigraram. Erradamente dito alfabeto fonético, isso sim. Fala-se neste caso em princípio acrofónico, mas eu nem quero adiantar nada mais — o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não ia perceber.

 

[Texto 9047]

Helder Guégués às 08:41 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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