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Abr 18

Léxico: «caboz-de-duas-pintas»

Um caboz mais pequeno

 

      «O caboz-de-duas-pintas (Gobiusculus flavescens) distribui-se nas zonas costeiras desde Portugal até à Noruega. Como precisa de um lugar para se esconder, em Portugal encontramo-lo em recifes rochosos e, nos países nórdicos, em florestas de kelp. [...] Mede entre três e cinco centímetros já no estado adulto» («O que nos diz o caboz sobre os oceanos mais ácidos do futuro?», Teresa Serafim, Público, 27.04.2018, p. 29).

      O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora apenas regista o termo caboz. Faltam as duas pintas.

 

[Texto 9117]

Helder Guégués às 19:30 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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27
Abr 18

Léxico: «roque/roca»

Outros nomes de frade

 

      «O cogumelo Macrolepiota procera, vulgarmente conhecido, entre outros nomes, por “frade” (a designação mais frequente), “gasalho”, “roque”, “marifusa”, “o da calcinha”, “púcara”, “roca”, “tortulho”, “é o cogumelo silvestre comestível mais consumido em Portugal e está presente na dieta alimentar de uma grande parte da população rural”, assinala Gravito Henriques [especialista em micologia e autor de diversos artigos e publicações sobre cogumelos]. [...] O Macrolepiota procera tem um chapéu ovóide achatado, cutícula acinzentada, seca e rachada em escamas grossas e castanhas, dispostas em círculos concêntricos, de separação fácil entre chapéu e o pé. As folhas brancas, largas, muito apertadas, com células lamelares, deixam espaço ao redor do pé. Tem haste recta, oca e fibrosa, bulbosa na base e coberta de flocos castanhos. Há um anel duplo na parte superior, que se move sem deixar rasto e é de cor escura. Carne elástica branca, quando cortada, levemente torrada com tons de cor-de-rosa» («Há um falso “frade” venenoso que engana os amantes de cogumelos», Carlos Dias, Público, 27.04.2018, p. 18).

      Com excepção de roca e roque, todos os restantes sinónimos de frade estão no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. «O da calcinha» é meramente descritivo, não conta. A descrição, digna de um micólogo, tem a maior importância, é mesmo serviço público, tendo em conta o número e gravidade das intoxicações com uma espécie semelhante, a Macrolepiota venenata.

 

[Texto 9116]

Helder Guégués às 08:07 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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