24
Jun 18

Léxico: «vianinha»

São gostos

 

      «Sempre gostei da broa de milho que comia em casa do meu avô, mas esta paixão desapareceu quando passei a odiar o campo. Em Lisboa, alimentava-me à base de uns pães idiotas, as “vianinhas”, e tostas norueguesas. Agora, forçada pela dieta, descobri o pão alentejano. O “Fermento pão”, que vem de Beja, é uma delícia» («Descoberta do pão alentejano», Maria Filomena Mónica, «Domingo»/Correio da Manhã, 24.06.2018, p. 35).

      São gostos, não é? Eu não odeio o campo e não acho o pão da Fermentopão nenhuma delícia, pelo contrário, acho-o demasiado amargo (por causa do coalho?) e pude verificar que rapidamente ganha bolor. Quanto às vianinhas ou vianas, têm de ir para os dicionários, como é óbvio, pois é uma designação tradicional.

 

[Texto 9491]

Helder Guégués às 11:12 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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24
Jun 18

Como se escreve por aí

Duas ou três coisas

 

      Eduardo Cintra Torres, no Correio da Manhã de hoje, dá um grande quinau ao ex-embaixador Seixas da Costa, porque este — aqui, tenho de dizer alegadamente, porque não o confirmei — divulgou no Facebook uma imagem de uma criança enjaulada nos Estados Unidos e, quando alguém lhe chamou a atenção para a data da imagem, 2014, apenas respondeu: «E depois?» Quanto a rigor, estamos conversados. Como o Facebook não me interessa, fui ao blogue do ex-embaixador. O último texto que ontem publicou termina assim: «Felizmente que, como se vê, o combate à desertificação do interior vai de vento em pôpa. O que faria se não fosse...» Tem lá outros erros de ortografia, mas este «pôpa» é simplesmente imperdoável. De quando em quando, convém, sobretudo se escrevemos para os outros, verificar como se grafam as palavras. Felizmente, a língua foi perdendo estes acentos diferenciais.

 

[Texto 9490]

Helder Guégués às 10:27 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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