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Linguagista

Tradução: «dumpling»

Vejam-se as diferenças

 

      «Uma última nota para a curta da Pixar que será exibida no início da sessão [do filme The Incredibles]: “Bao”, de Domee Shi. Trata-se da história de uma solitária mulher de meia idade [sic] de ascendência chinesa que, um dia, vê um dos dumplings que costuma cozinhar ganhar vida. Este episódio surrealista desencadeará uma narrativa elíptica que, em rápidas mas certeiras pinceladas, descreve as principais fases da relação tecida ao longo dos anos entre uma mãe humana e um filho comestível. O resultado é um delicado conto familiar que, nas cenas finais, se revela mais profundo do que parecia» («Heróis domésticos», Vasco Baptista Marques, «Revista E»/Expresso, n.º 2383, 30.06.2018).

      De certa maneira, até gostei mais da curta-metragem Bao do que da longa-metragem The Incredibles 2. Não sei porque se usa aqui o termo inglês dumpling. Porquê, Vasco Baptista Marques? Bao é um bolinho da cozinha chinesa cozido a vapor. Dumpling, segundo o Dicionário de Inglês-Português da Porto Editora, é uma «espécie de sonho (doce ou salgado)»; para os English Oxford Living Dictionaries, é «a small savoury ball of dough (usually made with suet) which may be boiled, fried, or baked in a casserole».

 

[Texto 9529]

Léxico: «regalia»

Pelo menos dois caminhos

 

      Na Sala do Retrato da Rainha, no Palácio Nacional da Ajuda, podemos ver o retrato de gala de D. Maria Pia, então com 33 anos, vestida com as cores da monarquia portuguesa, que dá nome à sala. Em frente, num quadro mais pequeno, temos o retrato de D. Luís I, que apresenta o soberano com a regalia, ou seja, os símbolos de poder de um monarca. Atenção que é regalia e não regalia, a prerrogativa ou vantagem. Um caminho, para dicionarizar estes termos — regalia, militaria, etc. —, seria aportuguesá-los, regália, militária, etc. Se se usam e os mantivermos fora dos dicionários, estamos a prestar um mau serviço aos falantes.

 

[Texto 9528]