22
Ago 18

«Cheques carecas»

A nupérrima dificuldade

 

      «No mesmo período de 2017, foram passados 56.200 cheques ‘careca’, num total de 161,9 milhões de euros» («Portugueses passaram 173,9 milhões de euros em cheques ‘careca’ até julho», Observador, 22.08.2018, 15h47). Um pouco mais tarde, e a escassos quilómetros da Rua Dr. João Couto, estava eu aos microfones da Rádio Renascença (obrigado, Ana Galvão) a falar do plural dos apelidos. Ah, as dúvidas ainda são mais elementares.

      Claro que está no Observador, mas vem tudo da Lusa. Logo, bastava que a Lusa tivesse revisores e os jornalistas tivessem mais cuidado para boa parte da imprensa melhorar. Alguém quer isso? «Em boa verdade, o seu verdadeiro nome era Albertino Marques, um pequeno problema de cheques carecas levara-o a mudar de identidade, adoptando um nome sonante, bem mais abrasileirado» (Dois Urubus Pregados no Céu, Miguel Miranda. Porto: Campo das Letras, 2002, p. 195). 

 

[Texto 9818]

Helder Guégués às 19:58 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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22
Ago 18

Léxico: «glicação» e «macrocitário»

Ciência sem palavras?

 

      «Um estudo conhecido no último ano, realizado na Universidade de Bath (Reino Unido), demonstrou agora como isto poderá ocorrer: durante o processo de ligação à glicose (a glicação), a enzima MIF (sigla em inglês de factor de inibição da migração macrocitária [macrophage migration inhibitory factor]) é danificada e deixa de funcionar como devia» («Um doce mas mortal inimigo», Sara Capelo, Sábado, 4-10.01.2018, p. 37).

      Glicação, macrocitário... Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, o que se diz? Não, não é isso: está bem, podes dizer «obrigado», mas o que espero mesmo é que os acolhas de braços abertos. É que, de contrário, se torna muito difícil saber o que significam as palavras, não é?

 

[Texto 9817]

Helder Guégués às 07:58 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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