30
Ago 18

Léxico: «cantautor»

Castelhanismo, reconheçam

 

      «Quando a Sociedade Portuguesa de autores propôs a trasladação dos restos mortais de José Afonso para o Panteão Nacional a família do cantautor recordou estas palavras» («A canção em que Zeca Afonso dizia “quero campa rasa”», Carolina Rico, TSF, 23.08.2018, 10h37).

      «De cantor × autor», diz-nos o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, errando no símbolo. Será assim tão difícil reconhecer que se trata de um castelhanismo?

 

[Texto 9839]

Helder Guégués às 14:00 | comentar | favorito
30
Ago 18

Os Braganças, os Sabóias e todos os outros

Não me calo

 

      «Nascida a 16 de outubro de 1847, D. Maria Pia pertencia à Casa de Saboia, que católica e com créditos de liberal se perfilava como parceira ideal para uma aliança por casamento com os Bragança portugueses (havia também o ramo brasileiro). Casou em 1862 com D. Luís, que no ano anterior ascendera ao trono português por morte do irmão, D. Pedro V. [...] Humberto II, último rei italiano, o último dos Saboia monarcas, reinou apenas um mês em 1946 e exilou-se depois em Cascais, nesse Portugal que foi pátria da sua tia-avó Maria Pia, que terá chegado a conhecer em Turim, pois tinha sete anos quando ela morreu» («Rainha portuguesa nasceu na cidade da Juventus», Leonídio Paulo Ferreira, Diário de Notícias, 24.08.2018, 12h24).

      Leonídio Paulo Ferreira costuma ser mais cuidadoso. «Os Césares gostavam de teatro, como os Braganças da dança» (Vale Abraão, Agustina Bessa-Luís. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2004, p. 206). «Nele me recolho, comovido, junto do túmulo de Rafael, quase modesto se comparado à retórica dos túmulos dos Sabóias» (Aventura Interior, João Bigotte Chorão. Coimbra: Almedina, 1969, p. 69).

 

[Texto 9838]

Helder Guégués às 09:00 | comentar | ver comentários (14) | favorito
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