01
Jan 19

Léxico: «amêijoa-zebra»

E por aí fora

 

      Este é muito mais comezinho do que o transflectivo: nesta quadra, consomem-se mais amêijoas. Ao almoço, comi um prato com amêijoa-zebra (Paphia undulata), capturada no Pacífico Centro-Oeste. O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, e outros, registam amêijoa (Ruditapes decussatus), que tem como nomes comuns amêijoa-legítima, fina, cristã ou boa, e por aí fica. Amêijoa-babosa (Venerupis pullastra), amêijoa-vermelha ou rolada (Venerupis rhomboideus), amêijoa-branca (Spisula solida e Spisula subtruncata), amêijola, amêijoa-brilhante ou clame-dura (Callista chione), amêijoa-cão ou bicuda (Venerupis aurea), amêijoa-redonda ou relógio (Dosinia exoleta), amêijoa-lisa (Mactra spp.)...

 

 [Texto 10 521]

Helder Guégués às 16:49 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «transflectivo»

Temos de avançar

 

      O meu Vívoactive, da Garmin, já regista 6 394 325 passos. Nada mau. Claro que isto não é da vossa conta, mas o objectivo é dizer que os nossos dicionários e vocabulários não registam o vocábulo transflectivo (ou transreflectivo), uma das características do ecrã deste relógio inteligente, que se vê melhor à luz solar. Temos de avançar, não podemos ficar apenas com as palavras que nos chegaram até ao século XX.

 

[Texto 10 520]

Helder Guégués às 16:31 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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01
Jan 19

Léxico: «periaquedutal»

Bom ano!

 

      Ora deixem-me cá estrear 2019. Ah, nada mau, está-se aqui muito bem. Prossigamos com o nosso desígnio actual — com um tudo-nada de fanatismo —, melhorar os dicionários, corrigindo, de caminho, alguns desmandos no uso da língua. Em 2018, publiquei aqui 1984 textos. Se apenas 25 % fossem mesmo úteis, mas não chego a ser tão pessimista, ainda seria muito bom. Que 2019 não seja pior.

      «Yan-Gang Sun e sua equipa suspeitaram de que a substância cinzenta periaqueductal (ou substância cinzenta central) poderia estar envolvida neste ciclo da sensação de comichão e do acto de coçar. Porquê? Esta região cerebral, explicam os investigadores, tem um papel crítico e bem conhecido no processamento de outras informações sensoriais relacionadas, como a dor» («A comichão faz comichão aos cientistas», Andrea Cunha Freitas, Público, 31.12.2018, p. 20).

      Evidentemente, vem do inglês. Todavia, como em português se escreve «aqueduto», também me parece que se deva escrever periaquedutal. Seja como for, não o encontro em nenhum dos nossos dicionários. O dicionário da Porto Editora regista aqueduto de Sílvio, «passagem estreita entre o 3.º e o 4.º ventrículos do encéfalo».

 

[Texto 10 519]

Helder Guégués às 00:01 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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