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Linguagista

Léxico: «amarguinha», de novo

A ver...

 

      «Naquela noite, nem tinha assim muita pressa para regressar a casa. Faltava ainda uma hora para se encontrar com a mulher no Diabo Vermelho, tinha tempo que sobrava. E hoje, se calhasse, beberia uma amarguinha, repimpado. A ver...» (O Vestido de Lantejoulas, Rita Ferro. Contexto, 1991, p. 125).

      Para a Porto Editora, isto não existe, isto não quer dizer nada, é delírio, não é assim? Muito estranho... Vamos ter de pedir a Rita Ferro que vá ao Porto dar uma palestra sobre esta matéria.

 

[Texto 12 075]

Léxico: «mexilhão-zebra»

Quem se lixa é o falante

 

      «“Não dê boleia ao mexilhão-zebra.” Este é o nome da campanha que foi lançada pela empresa do Alqueva para tentar evitar que esta espécie chegue à albufeira. [...] Mexilhão-zebra é o seu nome, porque as suas cores sugerem o padrão zebrado. “Depois de se fixar, os indivíduos não são muito grandes, têm um tom creme e umas riscas mais escuras”, descreve Rita Azedo» («“Não dê boleia ao mexilhão-zebra.” Espécie é ameaça no Alqueva», Catarina Maldonado Vasconcelos, TSF, 27.09.2019, 13h35).

      Vamos mudar a palavra de ordem do apelo: Porto Editora, dá boleia ao mexilhão-zebra (Dreissena polymorpha).

 

[Texto 12 074]